A Tether, emissora da stablecoin USDT, direcionou discretamente cerca de US$ 5 bilhões de seus lucros para uma combinação de empresas americanas e dívida governamental nos últimos dois anos. Segundo o CEO Paolo Ardoino, essas ações visam mostrar o quanto a empresa está ligada à economia americana, mesmo dominando mercados no exterior.
Grandes Apostas em Tecnologia: De acordo com Ardoino, a Tether investiu US$ 775 milhões na Rumble este ano, adquirindo mais de 103 milhões de ações da Classe A. A empresa também investiu US$ 200 milhões na BlackRock Neurotech em 2024, através da Tether Evo, seu braço de investimentos, tornando-se a proprietária majoritária da startup de interface cerebral.
Tether Entra na Mineração de Bitcoin: Relatórios indicam que a Tether também construiu posições em várias empresas de mineração de Bitcoin nos EUA, aumentando recentemente sua participação na Bitdeer para 21%. Além disso, a empresa está direcionando poder de hash para o pool OCEAN, ligando suas reservas de criptomoedas ainda mais diretamente às operações de mineração americanas.
Títulos do Tesouro e Dívida dos EUA: De acordo com documentos, a Tether possui mais de US$ 120 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, tornando-se a 19ª maior detentora de dívida dos EUA, à frente de países como Alemanha e Emirados Árabes Unidos. Esses títulos do Tesouro respaldam a maior parte do USDT em circulação.
Planos para uma Nova Stablecoin: Com base em declarações de Ardoino, a Tether planeja lançar uma nova moeda lastreada em dólar para o mercado dos EUA assim que as regras federais estiverem em vigor. Enquanto o USDT permanecerá ativo em nações em desenvolvimento, um novo token poderia atender às futuras leis de stablecoin dos EUA.
Desafios Regulatórios: A estratégia da Tether não está isenta de desafios. A empresa enfrenta pedidos por mais transparência em suas reservas e críticas sobre o uso do USDT por atores mal-intencionados, insistindo que trabalha em estreita colaboração com as autoridades quando fundos criminosos surgem.