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MPSP amplia cerco contra crime organizado com uso de tecnologia em criptomoedas      

 O Ministério Público de São Paulo (MPSP) intensificou o foco no monitoramento de criptomoedas durante esta semana, de acordo com o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, que participou de debates na São Paulo Innovation Week (SPIW) sobre a migração do crime para o campo digital.
Esse movimento das autoridades busca frear a ocultação de bens feita por grupos criminosos. A citação ocorreu nesta última quinta-feira (14) durante o evento de inovação SPIW.
Oliveira e Costa defende a aplicação de recursos tecnológicos para garantir a segurança pública. Esse painel discutiu o impacto dos algoritmos nas investigações criminais modernas.
Inovação e combate aos criptoativos ilícitos
O chefe do órgão estadual afirma que as infrações penais ocupam agora o espaço virtual. Segundo ele, a realidade exige preparo das instituições para rastrear o uso de bitcoin em fraudes financeiras.
Além disso outros nomes acompanharam a discussão sobre a proteção dos dados dos cidadãos. O grupo contou com o deputado federal Guilherme Derrite e o delegado Artur Dian.
Desta forma o debate focou na transição da investigação tradicional para os modelos que usam inteligência artificial. O ex-procurador José Eduardo Ciotola Gussem também contribuiu com experiências do Rio de Janeiro sob a mediação de Carlos Sampaio (PSDB-SP).
Cooperação internacional contra o crime
Um dia antes, na quarta-feira (13), o procurador recebeu uma comitiva da Baviera (Alemanha) para uma reunião de trabalho. O encontro na sede da instituição tratou de temas como o combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O grupo alemão demonstrou interesse no arranjo único do sistema judicial brasileiro. A conversa abordou como o uso de recursos técnicos evita a lavagem de dinheiro com criptomoedas.
Petra Guttenberger liderou a delegação estrangeira com foco na integração entre os países. A presidente do comitê alemão lembrou de contatos prévios feitos em novembro do ano passado.
Oliveira e Costa prepara agora uma agenda oficial na Itália para tratar de sistemas contra a máfia. Esse intercâmbio busca novas ferramentas para identificar o destino final de criptomoedas em esquemas de corrupção.
O coordenador Olavo Pezzotti e o subprocurador Arthur Lemos Junior acompanharam a recepção aos alemães. A equipe de estratégia detalhou o uso de programas que barram a ocultação de bens de origem ilícita.
Carmen Kfouri e Daniel Magalhães também estiveram no encontro para esclarecer dúvidas técnicas. A união de esforços busca fechar o cerco contra a criminalidade transnacional.
Fonte: MPSP amplia cerco contra crime organizado com uso de tecnologia em criptomoedas
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