A China foi a primeira grande economia a lançar sua própria moeda digital (ainda em beta) e ela está evoluindo muito rapidamente. 

De acordo com informações de mídias chinesas, o yuan digital está testando de forma limitada novos recursos como transações anônimas e transações offline.  Os recursos se integram a carteira digital semelhante ao dos gigantes Alipay e Wechat, algo como o PicPay no Brasil.

Meio offline e meio anônimo

Mas não se anime muito, as transações não são tão offlines e muito menos anônimas como a propaganda do PCC tenta vender. 

Primeiramente, o anonimato das informações é apenas entre o cliente e o vender. Seria como você aceitasse o pagamento sem saber o nome da pessoa, mas o Banco Central da China com certeza sabe. 

“Os relatórios parecem sugerir que o DCEP [moeda digital chinesa] é feito de algumas das mesmas “coisas” que o bitcoin e seus irmãos. Especificamente, criptografia assimétrica (chaves públicas e privadas) e algum nível de um modelo de transação UTXO. Esses elementos permitirão que o DCEP imite a natureza ponto a ponto do bitcoin, mas com rastreabilidade total e sem nenhum daquele pseudo-anonimato incômodo.”

afirma o analista da Messari Connor Dempsey.

Já o pagamento offline só pode ser efetuado se uma das partes estiver online. Apesar disso, os chineses já implementaram o “dual offiline payment”, mas ele ainda não está disponível. Com essa funcionalidade, o yuan digital se aproxima muito do papel moeda. 

“Desde que duas pessoas tenham instalado o aplicativo yuan digital, não há necessidade de Internet e sinal de telefones celulares. Enquanto o telefone celular tiver eletricidade, os dois telefones celulares podem se tocar para realizar a transferência em tempo real.”

afirmou o jornal chinês 8btc.

Mesmo com diversos problemas, a implementação da moeda digital pela China trará um acréscimo de US$400 bilhões na economia dentro de 10 anos ou um crescimento de 1,7% no PIB segundo a PwC.

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