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Renato Feder, atualmente secretário de Educação do Paraná, é coautor do livro “Carregando o Elefante”, que defende a privatização e o sistema de vouchers como solução para a educação no país, e esse livro pode mudar completamente a educação financeira no Brasil.

Feder foi recentemente escolhido como novo Ministro da Educação, assumindo o lugar de Abraham Weintraub, demitido recentemente.

Apesar de discordar de alguns pontos com o governo federal (sendo a favor da quarentena, por exemplo), ele tem se aproximado do presidente Jair Bolsonaro.

Fim do MEC e privatização da Educação

Feder afirmou recentemente que mudou de opinião ao ver o suposto fracasso do modelo chileno e americano, que não mostrou “haver vantagens para o aprendizado na adoção desse formato“.

 

No entanto, o seu livro também traz evidências empíricas de suposto sucesso do modelo, como é o caso da Irlanda, que “era um dos mais pobres da Europa, passou por profundas reformas, e hoje é um dos países com maior índice de crescimento econômico do continente europeu”.

A proposta do voucher escolar foi modulado por Milton Friedman em “O papel do governo na educação“, de 1955, e funciona da seguinte forma:

  • O Estado estabelece requisitos mínimos para participação da escola no sistema, fiscaliza a aplicação do programa e cria mecanismos de controle de qualidade;
  • Os pais recebem um voucher que só pode ser usado para pagar qualquer escola elegível para receber este subsídio;
  • Todas as escolas públicas são privatizadas;
  • A concorrência é garantida pela livre escolha do aluno e dos pais, que podem a qualquer momento transferir seu voucher para outra escola elegível;
  • As escolas tem autonomia para utilizarem os recursos advindos do voucher da maneira que acharem adequada.

E, com o fim do MEC, haveria de fato uma autonomia plena para alterar a grade curricular da maneira que as escolas achassem melhor. Dessa forma, as grades curriculares também fariam parte da tomada de decisão dos pais sobre qual escola escolher para seus filhos.

Quem sabe a educação financeira finalmente entrará como matéria para o ensino primário, afinal, essa é uma demanda crescente de hoje.


Ouça o nosso podcast sobre educação financeira:


O problema da falta de educação financeira do brasileiro é um mal antigo, e por boa parte, culpa do governo que teve um histórico alto de inflação e acabou “ensinando” o povo a gastar dinheiro rapidamente, antes que ele virasse pó.

Além disso, o livro de Feder, que conta com coautoria do CEO da Multilaser Alexandre Ostrowiecki, também defende a diminuição do número de ministérios e a legalização das drogas.

Segundo o livro, as drogas deveriam ter locais específicos de uso e as propagandas deveriam ser ilegais, mas mesmo assim, fica claro a postura mais liberal dos autores.

Por fim, Feder e Ostrowiecki também foram responsáveis pela criação do Ranking dos Políticos, site que dá nota para os parlamentares: quanto mais liberal, maior o destaque na página.

Embora Feder tenha aparentemente abandonado suas antigas ideias, qual a sua opinião sobre a privatização da educação? Seria benéfico para a educação financeira do brasileiro? Deixe seus comentários aí embaixo.


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