A pegada de carbono do Bitcoin tem sido amplamente discutida, como também seu possível efeito nas mudanças climáticas. Novas pesquisas surgiram com uma percepção bem diferente do senso comum.

Uma importante revista de ciência e tecnologia “The New Scientist” publicou recentemente um artigo sobre suas novas descobertas.

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Pesquisas anteriores se baseavam demais em suposições

Em seu estudo de caso, Massimo Pizzol e Susanne Köhler, da Universidade de Aalborg, na Dinamarca, criticaram as suposições subjacentes no que diz respeito ao consumo de energia do Bitcoin que pode atingir 63 megatoneladas de CO2 por ano.

Os cientistas notaram que essas estimativas se baseavam em suposições de que as emissões de carbono da geração de eletricidade eram as mesmas em todas as instalações de mineração na China. Um país que continua a ter uma participação importante na mineração global de Bitcoin.

China é responsável por 47% das emissões de carbono do Bitcoin. A criptomoeda polui menos do que imaginávamos.
“China é responsável por 47% das emissões de carbono do Bitcoin”

Ao desmembrar o cenário da mineração na China para explicar as diferenças regionais, podemos ver uma imagem diferente apresentada. Isso resultaria em uma pegada global estimada muito menor para o Bitcoin, estimada em 17,29 megatoneladas de CO2 em 2018.

Essas diferenças podem ser vistas no fato de que a Mongólia Interior, dependente de carvão, responde por cerca de 12,3% da mineração de Bitcoin. Isso se traduz em cerca de 25% das emissões totais. Além disso, a região de Sichuan, cheia de energia hidrelétrica, contrabalança isso.


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Köhler observa que os ativistas climáticos devem continuar de olho na indústria de Bitcoin. Dando um aviso de que a eletricidade consumida para cada novo Bitcoin minerado está em ascensão, mas que eles precisam mantê-lo em perspectiva:

“Por um lado, temos essas vozes alarmistas dizendo que não atingiremos o acordo de Paris apenas por causa do Bitcoin. Mas, por outro lado, há muitas vozes da comunidade Bitcoin dizendo que a maior parte da mineração é feita com energia verde e que não é de alto impacto.”

Os pesquisadores seguiram afirmando que o consumo de eletricidade é predominantemente responsável pela maior parte das emissões de carbono do Bitcoin, em vez da disposição do hardware de mineração ou da produção desse hardware, que representa apenas 1% das emissões.

Em junho, outro novo estudo constatou que 74,1% da mineração de Bitcoin é alimentada por fontes renováveis, o que mostra o progresso ecológico na esfera da mineração.


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