Dando um passo para trás e olhando a evolução da nossa sociedade de informação atual, podemos ver como a sociedade industrial provocou avanços científicos e tecnológicos que mudaram como a gente conversa, compra, se comporta, etc.

O século XX foi um grande paradoxo para a sociedade e deixou um problema para o seu “eu” do futuro. Aquele famoso papo de “vamos fazer agora e lá na frente a gente vê”, até porque desenvolvimento econômico e decadência social andaram lado a lado. Aí começamos a falar de globalização.

Para discutirmos a questão do dinheiro, precisamos entender do que se trata Globalização. É nada mais nada menos do que um amplificador de informação e um aproximador de tudo que gira no mundo, seja ele no meio econômico, social, político, ou cultural.

O termo nasceu na década de 70-80, quando economistas começaram a discutir esse termo para fins comerciais. Na década de 90, ele começou a ser usado fora desse meio, sendo falado em esporte, artes, etc.

Vamos simplificar esse papo?

Para entender melhor essa questão, vamos usar o seguinte exemplo: se você, brasileiro, viaja hoje pros Estados Unidos e compra um Galaxy S9, que é da Samsung, uma empresa da Coreia do Sul mas que foi fabricado na China, isso é o efeito da globalização.

Com o uso da internet, temos esse avanço de informação ainda maior, totalmente novo e conectado. Usamos marcas e serviços 24 horas por dia que nem sabemos de onde vêm. Sabe por quê? Porque a internet é o maior país do mundo.

Com a globalização veio a disrupção

De acordo com o Google (porque hoje não usamos mais o Aurélio, né?), disrupção é:

  1. Interrupção do curso normal de um processo.
  2. eletr. restabelecimento brusco de corrente elétrica, causando faíscas e intenso gasto da energia acumulada.
  3. hidr. formação de turbilhões em torno de um obstáculo ao escoamento de fluidos; deflexão.

Partindo da primeira definição, podemos atrelar ela à inovação, pois estamos mudando algo que já tinha um processo definido. Um exemplo que podemos dar de serviço que foi bem disruptivo é do Spotify, que mudou a maneira em que as pessoas ouvem música, abolindo CD, DVD e MP3 Players. Outro nessa linha é o Netflix, que mudou drasticamente como pessoas consumiam TV, séries e filmes.

Poderia ficar o texto todo dando exemplos de empresas que fizeram isso, como Uber, Amazon, Apple, Google, etc. Mas quero falar de algo que não avançou com a globalização: seu dinheiro.

Seu dinheiro não é globalizado

Você já passou pela experiência de transferir dinheiro para outro país ou mesmo fazer um pagamento? Só me vem duas palavras a cabeça: burocracia e taxas.

Vamos pegar o banco Itaú como exemplo, para você enviar R$1.000,00 para uma conta no exterior, você vai pagar uma taxa de envio de R$130,00 + o IOF que é de 0,38% +  margem de lucro no câmbio + potenciais custos do beneficiário (Fonte: Itaú). Isso sem contar os dias para tudo isso acontecer.

Você não tem a agilidade e a liberdade com seu dinheiro. Até agora.

Blockchain e bitcoin globalizando o dinheiro

Pense em um dinheiro que é totalmente universal, que não esteja atrelado a nenhuma governança ou banco central e que não tenha burocracia para ser enviado do interior do Mato Grosso do Sul no Brasil para o extremo da África.

Essa é a proposta do Bitcoin e da tecnologia do blockchain, que nasceu em 2008, com intuito de ser um ativo sem intermediários. Com transparência super rápida e com taxas baixíssimas, ele é seu dinheiro globalizado.

Várias tecnologias surgiram após o Bitcoin o que deixa ainda mais aberta a questão do dinheiro em escala mundial, com facilidade e transparência.

Isso ainda é tudo muito novo, principalmente se colocarmos em comparação com os bancos. Mas já podemos ver que isso é uma pauta que faltava no nosso dia a dia, e vamos falar e discutir muito esse modelo.