Os seguidos boicotes e ataques que a força-tarefa da Lava Jato sofreu ao decorrer dos anos geraram muitas especulações a respeito dos grupos que teriam interesse em dissolver as investigações de combate à corrupção. Para Claudio Dantas, jornalista de renome do grupo O Antagonista, os grandes bancos e o poder financeiro foram os responsáveis por esse fim. 

Após 7 anos de operação, com 844 mandados de busca e apreensão, 278 condenações e R$4,3 bilhões recuperados, a  Lava Jato acabou. A força-tarefa foi dissolvida por decisão da Procuradoria Geral do União (PGR) no dia 1º de fevereiro, passando a ser integrada ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo Dantas:

É um fim que vinha sendo costurado desde 2017, muito antes do governo do Jair Bolsonaro, ainda no governo do Temer. Esse fim veio acontecendo aos poucos. Ele se deu a partir do momento que a Lava Jato bateu na porta do sistema financeiro, bateu na porta dos grandes bancos, que é da onde emana o verdadeiro poder no Brasil, o verdadeiro poder político.

O jornalista não deu detalhes a respeito de quais instituições financeiras ou bancos teriam o interesse em parar as investigações da operação.

Vale lembrar que em 2019 foi descoberto que 5 grandes bancos supostamente foram usados para lavar cerca de R$ 1,3 bilhão.

O que está em apuração é se o banco adotou todas as cautelas devidas para evitar que funcionários fossem cooptados e valores fossem lavados ou se ele foi omisso”, disse o procurador Roberson Pozzobon, integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

O sistema bancário

O sistema financeiro atual funciona quase que em completa simbiose com o poder político, especialmente em um país com um sistema bancário altamente regulado e burocrático, com poucas instituições controlando as finanças do país. 

De acordo com levantamento do Banco Central, através do Relatório Economia Bancária de 2019, os 5 maiores bancos do país concentravam 81% dos ativos totais do segmento bancário comercial. Em comparação, esse número é de apenas 30% nos Estados Unidos. 

Em um esquema de corrupção, a lavagem de dinheiro é algo de extrema importância para a operação, pois isso garante que os envolvidos poderão usufruir sem mais impedimentos do dinheiro obtido.

Com isso, é comum que grandes instituições financeiras estejam envolvidas em esquemas de lavagem de dinheiro. No início do mês, bancos australianos foram acusados de lavar mais de US$2 bilhões para cartéis de cocaína na América Latina. Em retrospecto, existem inúmeros casos semelhantes a esse, provando a grande relação entre o poder político e o sistema financeiro.

É o sistema financeiro que movimenta o jogo, e isso inclui o judiciário, banda podre do judiciário, banda podre do Congresso, banda podre do Executivo…, afirmou Claudio Dantas.

O Bitcoin

Muitas pessoas acreditam hoje que todo o sistema financeiro por si só é um grande esquema fraudulento. Reservas fracionárias, impressão de dinheiro sem limites, tabelamento dos juros e alto endividamento são só alguns exemplos do que é o sistema financeiro atual.

E pela primeira vez na história, temos a possibilidade da existência de uma rede monetária aberta, livre e transparente, que elimina a necessidade de confiança em terceiros, o Bitcoin

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