O governo municipal da capital chinesa Pequim soltou nesta quinta-feira (16) planos para implementar um governo programável baseado em blockchain e tornar a região em um hub mundial da tecnologia.

O projeto segue o Plano de Inovação e Desenvolvimento de Pequim (2020-202) feito no mês passado. A ideia é implantar uma “nova era da ideologia socialista“, segundo o jornal chinês local.

O plano tenta antecipar a criação de “sociedades programáveis” e quer fazer a capital da China ser a pioneira em cidades inteligentes usando blockchain. Ele cita que a aplicação da blockchain no campo de serviços governamentais permitiu 140 aplicativos de cenário específico, incluindo a promoção do compartilhamento de dados, sinergias de negócios e a prevenção, controle e recuperação de um surto.

Um bom exemplo de aplicação do blockchain no governo está na Estônia, o líder em segurança da informação da Europa utiliza a tecnologia para manter e controlar acesso de informações no setor de saúde, registro de negócios e terrenos desde 2012.

A corrida em que a América Latina fica em último

Um relatório das Nações Unidas chama atenção para o controle de patentes, pesquisa e desenvolvimento na área de blockchain e IoT, mostrando como a América Latina está atrasada nessa área..

Enquanto a China e os Estados Unidos contam com 90% do marketcap das novas plataformas digitais, a Europa tem apenas 4% e a África e América do Sul apenas 1%.

Além do mais, 75% de todas as patentes relacionadas a blockchain estão divididas entre China e Estados Unidos. Grandes companhias norte-americanas como a IBM e Microsoft já entraram no mercado e pesquisam sobre blockchain.

As pools de mineração chinesas já controlam mais de 65% do hash rate do Bitcoin, agora, o Partido Comunista também quer virar o hub da tecnologia por trás da criptomoeda.