A Polícia da Cidade de Buenos Aires desarticulou uma quadrilha de fraudes financeiras com criptomoedas na segunda-feira (4), quando os agentes apreenderam a quantia de US$ 250 mil em uma ação policial na região metropolitana da capital da Argentina.
Este esquema ilícito envolvia duas famílias unidas em promessas irreais de lucro financeiro para vítimas em todo o país. Oito suspeitos encaram acusações na justiça de forma oficial após as autoridades cumprirem os mandados de busca.
A ação resultou na prisão de um indivíduo com ordem de captura pendente na província de La Rioja devido a crimes do passado. Autoridades policiais já registraram mais de 200 pessoas prejudicadas por este golpe em toda a extensão do território nacional.
Operação expõe rastro milionário em criptomoedas
Tal número de alvos deste esquema pode crescer com a análise dos itens recolhidos nas diversas buscas domiciliares. A força-tarefa cumpriu os mandados em bairros locais da cidade e em vários outros municípios da vizinhança metropolitana.
Integrantes da Divisão de Delitos Tecnológicos (DDT) lideraram as investigações em conjunto com o suporte direto do poder judiciário. O promotor Fernando Rivarola coordenou todos os trabalhos legais a partir da sua base na cidade de Rawson.
Rivarola acompanhou o inquérito desde o ano de 2023 após uma denúncia inicial registrada na cidade de Puerto Madryn. Uma vítima aplicou mais de 100 milhões de pesos nas promessas do grupo e não conseguiu resgatar o valor financeiro.
Táticas aplicadas para atrair alvos do esquema
Os fraudadores exibiam rendimentos falsos por um mês antes de cortar o contato em definitivo com os cidadãos enganados. Eles prometiam lucros elevados com o uso de sociedades fechadas e papéis financeiros em circulação na bolsa de valores.
Além disso, o grupo criminoso desenvolveu um aplicativo exclusivo para dar uma falsa aparência de credibilidade ao golpe. O sistema exibia saldos fabricados em tela para convencer os usuários incautos sobre o sucesso de suas falsas aplicações.
Diversos clientes solicitavam saques dos lucros e enfrentavam recusas amparadas sob alegações sobre supostos obstáculos burocráticos. Os operadores da fraude culpavam as regras de bloqueio do banco central argentino para justificar a retenção dos fundos.
Método para ocultar bens em criptoativos
Desta forma, a equipe da DDT rastreou a rota digital de todo o montante de dinheiro desviado das vítimas. Criminosos convertiam a moeda fiduciária em criptomoedas para tentar dificultar o trabalho de rastreio policial internacional.
A quadrilha adquiria veículos de luxo e importava aparelhos eletrônicos para revenda de ocasião no mercado nacional argentino. Um suspeito em específico atuava na abertura das corporações de fachada para maquiar todo o dinheiro ilícito obtido.
Outros dois investigados gerenciavam transações imobiliárias para lavar os lucros ilícitos com a tática de simular aluguéis