Brett Harrison, chefe da filial norte-americana da exchange FTX deu sua opinião sobre a indústria blockchain e qual sua visão para o futuro no espaço, citando Bitcoin, Ethereum, Solana e Avalanche de forma positiva.

O presidente da FTX.US – filial norte-americana da exchange global FTX – falou em entrevista no canal Thinking Crypto sobre sua visão a respeito da indústria blockchain e dos projetos com maior destaque no mercado.

Muitos projetos na indústria blockchain entrarão no esquecimento

De acordo com Brett Harrison, muitos blockchains desta indústria não devem durar muito mais do que cinco anos e serão descartados naturalmente pelo mercado de acordo com adoção e outros fatores.

Ele espera começar a ver uma maior consolidação de projetos mais relevantes, após este momento que nós vivemos entre 2020 e 2021 com o surgimento de centenas de blockchains únicos com o mesmo propósito: Se tornarem a base da Web 3.0 onde aplicativos descentralizados e contratos inteligentes são construídos.

Apesar de ter essa visão, Harrison afirma que sua convicção a respeito do futuro ainda é muito fraca e que essas previsões serão confirmadas no decorrer do tempo.

“Aqui estão algumas previsões improvisadas sobre as quais tenho uma convicção muito fraca. Uma é que acho que veremos a consolidação no espaço blockchain.” Disse. E o presidente da FTX.US continuou: “Não teremos 200 blockchains diferentes. Acho que vamos acabar com alguns que são muito, muito bons e são bastante utilizados, enquanto os outros vão embora.”

Ele comenta sobre o estabelecimento do Bitcoin (BTC), por ter sido o primeiro blockchain na indústria que abriu portas para todos os demais; e sobre Ethereum (ETH) por ter sido o primeiro da indústria a se estabelecer como plataforma multifuncional para desenvolvedores construírem no ecossistema e na nova internet.

“O Bitcoin provavelmente ainda existe porque é o primeiro. O Ethereum provavelmente ainda existe porque é o primeiro blockchain baseado em contrato inteligente real.”

Brett Harrison também apontou Solana (SOL) e Avalanche (AVAX) como dois projetos que ele acredita estarem se destacando como soluções de primeira camada.

“Há um punhado de “layer-1” que estão disputando pontos por longevidade. Acho que coisas como Solana e Avalanche se destacam, e veremos quais delas realmente vão continuar ao longo do tempo.”

Para ele, tão importante quanto os méritos reais da tecnologia que envolve a indústria blockchain, é identificar onde os “aplicativos matadores” estão sendo criados. O que acaba tendo influência de outros fatores, como networking, facilidade de desenvolvimento, acessibilidade e investimento das empresas por trás destes blockchains.

“Parte disso serão os méritos da tecnologia real e parte disso será apenas, onde os aplicativos ‘matadores’ estão sendo criados?”

O presidente da FTX.US também diz que, apesar das oscilações diárias de preços no mercado, a quantidade de dinheiro e trabalho investido no espaço blockchain dá credibilidade a acreditar em suas perspectivas de longo prazo.

“Pense em todo o capital institucional, o capital de risco que entrou em criptomoedas nos últimos dois anos. Bilhões de dólares. Independentemente do que os preços dos ativos estão fazendo agora, você sabe que há investimentos, capital intelectual e desenvolvimentos tecnológicos acontecendo.”

“Eu acho que é uma tendência bullish de longo prazo para a indústria. O que isso significa no curto prazo sobre os preços dos ativos, é difícil prever e não é minha área de especialização. Eu me sinto muito otimista sobre o crescimento deste setor e a tecnologia com base em quanto trabalho está sendo colocado nele.”

Solana e Avalanche

Solana e Avalanche estão entre os blockchains líderes em desenvolvimento, tendo levantado um capital gigantesco por parte de investidores institucionais e o número de aplicativos descentralizados nas duas plataformas também vem crescendo em velocidade exponencial.

Apesar disto, já reportei – em minhas redes sociais e no Cointimes – alguns problemas relacionados com mentiras propagadas por ambas as equipes responsáveis pelos projetos e demonstrações de centralização nas decisões, como em 2021 quando a rede da Solana foi desligada (mesmo sob a promessa, no site oficial, de que isso nunca ocorreria) após um ataque DDoS; ou quando mentiram sobre o supply total.

Também vale lembrar da afirmação de realização de infinitas transações por segundo por parte da equipe da Avalanche, no site oficial. Que é fisicamente impossível por limitações da própria estrutura na AVAX (subnets são ligadas à P-Chain), como também ao fato de banda larga (internet) e hardware serem recursos escassos, impossibilitando algo como “infinitas TPS”.

Saiba mais: Avalanche afirma fazer infinitas transações por segundo, será que é possível?

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