A criativa e inventividade do povo chinês é no mínimo espetacular, banidos de minerar bitcoin em diversas províncias, investidores abrem verdadeiras mineradoras de games em blcockahin. 

Quem está inserido no contexto de jogos de MMORPG já deve ter ouvido falar do termo gold farming. Mas se não ouviu não tem problema que a Wikipedia te explica, ele se refere a “prática de jogar games multiplayer massivos online para adquirir a moeda do jogo, depois vendê-la por dinheiro real”. É transformar uma diversão em negócio.

Mais de 1 milhão de empregados em jogos digitais

De acordo com o The New York Times, apenas na China temos cerca de 1 milhão de gold farmers. De acordo com pesquisa feita por Ge Jin, PhD em Comunicação pela Universidade da Califórnia San Diego, a ideia de coletar itens em jogos em verdadeiras fazendas começou, pelo menos na China, quando empresários da Coreia do Sul viram a mão de obra barata de jovens chineses e pensaram em utilizá-la para coletar itens em jogos populares no país. Assim, nasceram as primeiras “gold farms”.

Mas o negócio explodiu mesmo com o lançamento de World of Warcraft (WoW) na China. O WoW utilizava as moedas de ouro para várias funções, o objetivo das fazendas era coletar o máximo de ouro possível, muitas vezes matando o mesmo NPC por diversas horas seguidas. 

Então, o ouro era revendido para jogadores da Europa ou Estados Unidos que queriam crescer rápido no jogo.

Jogadores de WoW farmando ouro na China | Fonte: The Guardian

Apesar de não ser uma tarefa complexa, ela é cansativa. Entretanto, muitos dos players ao acabarem o trabalho nas contas das empresas saiam para jogar por si só, como mostra a apresentação Chinese Gold Farmers in MMORPGs.  Os salários não eram grandes, alguns jogadores conseguiam U$200 por mês, melhor do que diversos trabalhos braçais que pagavam o mesmo ou menos.

Fazendas de games em blockchain?

A situação mudou um pouco desde a época do WoW, os monitores ficaram melhores e os fazendeiros agora mineram itens em blockchain. No vídeo abaixo podemos ver uma “fazenda” de Axie Infinity, o game que na semana passada coletou mais taxas de transação do que o Ethereum e o Bitcoin combinados

A comoditização dos itens in-games por meio de NFTs ou criptoativos tem aberto portas para uma renda alternativa a trabalhadores de países subdesenvolvidos.

É o que acontece no Brasil, em entrevista para o Cointimes, o gamer Leonardo Masironi contou que faz cerca de R$2 mil por semana com games em blockchain. Em pouco tempo, Leonardo não apenas aumentou seu lucro, mas atualmente já conta com mais de 15 players trabalhando para farmar diversos itens em conjunto com ele. 

Em muitos locais ao redor do mundo, os jogos salvam a renda de famílias necessitadas

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