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Quem é o Kria e como essa startup está mudando a forma de investir no Brasil? Empreendedorismo

Quem é o Kria e como essa startup está mudando a forma de investir no Brasil?

Cointimes
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Já ouviu falar em equity crowdfunding? Se você não sabe eu já te explico e já te dou um spoiler, é isso que o Kria faz hoje no mercado.

O que é Equity Crowdfunding?

O equity crowdfunding é a prática de investir em empresas que estão em fase de crescimento via internet. Ele possibilita que um conjunto de investidores financie empresas em troca de participação nelas.

Esse modelo vem crescendo muito forte no Brasil, mas como o mercado é muito novo sempre gera dúvidas sobre o mesmo.

Já logo vem a pergunta: Isso é legal? Pode fazer isso? Sim, é legal. A CMV permite a oferta  pública de valores mobiliários para Microempresas e empresas de pequeno porte. A CVM lançou em 2017 a ICVM588, uma das melhores regulações de crowdfunding de investimento do mundo.

E logo já gera a segunda pergunta: É a mesma coisa de crowdfunding normal? Não, é um pouco diferente. Em sites como o Vakinha, você coloca seu dinheiro em troca de um serviço, produto ou brinde, nesse caso você está recebendo uma parte da empresa.

O Kria

Lançado em outubro de 2014, nasceu como Broota Brasil, evolui e hoje é Kria.

O Kria foi a plataforma pioneira em investimento de startups no Brasil. Por meio de sua rede, 60 startups já captaram R$25 milhões em investimentos, com aportes que variam de R$500 a R$200mil.

Com foco desde o princípio em tecnologia, os fundadores do Kria apresentaram também ao mercado uma nova estratégia de atuação, separando a função tecnológica e regulatória da plataforma – com uma nova marca, Basement -, do serviço de seleção de empresas e estruturação de Ofertas Públicas – o papel do Kria.

Segundo Daniel Sousa, co-fundador e líder de tecnologia, “nossa proposta é fazer um STO em solo nacional e de acordo com a regulação local, provando mais uma vez que não precisamos sair do Brasil para inovar. Com essa oferta, pretendemos incorporar em nosso mercado os avanços em segurança, escala e liquidez do Blockchain, mas ainda respeitando a regulação atual de crowdfunding de investimentos.”

O primeiro Security Token Offering do Brasil

Entrevista com Frederico Rizzo o CEO

Aproveitamos esse momento para conhecer um pouco melhor não só o Kria mas o seu CEO, Frederico Rizzo e fizemos algumas perguntas.

O que te incomodou ao ponto de tirar a Kria do papel? 

Durante a faculdade eu fundei com alguns amigos uma ONG e tinha muita dificuldade em captar recursos e engajar pessoas. Fui depois trabalhar em um negócio de impacto e via que muita gente tinha interesse em se envolver, mas dentro da empresa não conseguíamos nos conectar com estas pessoas. Foi daí que surgiu a ideia de tirar o Kria do papel.

Quantos projetos a Kria já ajudou tirar do papel? E como você se sente ajudando tantas pessoas tirar seu sonho do papel e colocar em prática?

Setenta negócios já captaram investimento pelo Kria, alguns destes estavam em estágios bem iniciantes, mas outros já contavam com fundos de investimento, em estágios mais avançados. Minha maior satisfação é trabalhar pela democratização do acesso ao empreendedorismo, pois acredito que startups são uma das maiores alavancas atuais para o desenvolvimento social.

A Kria está com quantos colaboradores no momento?

Começamos este ano com 4 pessoas e atualmente temos 20, mas com outras 15 vagas em aberto ainda. Nosso maior desafio é contratação, em especial programadores.

Como está a expectativa para o lançamento do primeiro STO?

Trabalhamos há mais de um ano neste projeto, com várias reuniões com CVM, advogados, programadores e gente do universo de crypto. Sabemos que ainda há muito o que avançar em termos de tecnologia e, principalmente, regulação; mas estamos bem satisfeitos com o resultado alcançado e com as perspectivas futuras.

Lançamos um whitepaper detalhando melhor o conceito e os detalhes técnicos do STO, e nossa expectativa é que reguladores e a comunidade interessada neste tema colaborem com o desenvolvimento deste novo mercado. Aliás, todo o projeto é opensource, o que significa que os códigos estão todos abertos para serem copiados e melhorados pela comunidade.

Como você acha que o mercado vai ver isso?

Acho que muita gente leiga que não entendia essa história de bitcoin vai poder pela primeira vez analisar um crypto ativo, com lastro em uma empresa normal, e vislumbrar mais facilmente as potencialidades do blockchain. O mercado financeiro opera com base em confiança, e no mundo de startups com contratos em papel e enormes assimetrias de informação, precisamos de estruturas mais transparentes, seguras e auditáveis. Para outras pessoas, o STO ainda será uma redundância sem grande utilidade, já que não há possibilidade de mercado secundário neste momento. De qualquer forma, o que nos move é a certeza de que esse é um passo importante para um mercado de capitais mais acessível e confiável.

Quais são os próximos passos da Kria para o aonde 2019? 

O Kria nesta nova fase deixa de ser uma plataforma regulada na CVM e passa a desempenhar um papel mais comercial junto a empreendedores e investidores. Fizemos uma spinoff da empresa para podermos realmente fazer um trabalho mais próximo das empresas em termos de estruturação e preparação para Ofertas Públicas. Já o Basement, nossa nova marca para a plataforma, terá um desafio enorme em 2019 de criar infra-estrutura para que vários outros parceiros (além do Kria) expandam o mercado de crowdfunding de investimento no pais. Vamos focar muito em tecnologia e experiência do usuário, além de um trabalho mais consistente de educação para esta nova classe de ativos.

E aí? Gostou do que a Kria está fazendo para o mercado brasileiro de startups?

E aí? Acha que essas startups chegam aqui no Brasil? Deixa nos comentários sua opinião

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