Há menos de uma semana, o governo do Reino Unido “desbloqueou” 150 milhões de libras (R$ 988 milhões) de contas inativas para ajudar a combater a pandemia de coronavírus.

Enquanto isso possa parecer um ato nobre na superfície, por outro lado, revela que os governos, em colaboração com instituições bancárias, podem facilmente colocar a mão no dinheiro dos cidadãos.

O “confisco” de 150 milhões de libras

De acordo com um anúncio oficial no site do governo do Reino Unido, a autoridade “desbloqueou” 150 milhões de libras de contas inativas “pela resposta ao coronavírus”.

Apesar da seleção de palavras, para muitos, isso parece muito com o governo ter captado esse valor de contas que estavam inativas por um determinado período.

Tudo isso é possível sob o chamado “Esquema de Ativos Dormentes” no Reino Unido, que está planejado para expandir sua abrangência em uma “gama de ativos financeiros”.

Uma visão interessante sobre isso é fornecida por um relatório recente da Zero Hedge, que descreve que esse esquema segue os princípios das leis que prevaleciam nos tempos feudais.

Entre os principais problemas, além do fato de o governo ter uma reivindicação legal sobre a propriedade privada, está o fato de que as regras da “conta bancária inativa” podem ser “incrivelmente frouxas”.

“Em muitas jurisdições, por exemplo, simplesmente guardar algumas economias em uma conta bancária que não possui nenhuma outra atividade pode colocar seus fundos em risco de serem apreendidos”, diz o relatório.

Nesse caso em particular, os fundos foram utilizados para ajudar no combate contra o coronavírus. No entanto, a questão principal é se o fim justifica ou não os meios.

“Eles estão dispostos a fazer o que for preciso, gastar o que for preciso, imprimir tanto dinheiro quanto necessário e, sim, até confiscar a propriedade privada das pessoas, para livrar o mundo do vírus. Esta é a nossa nova realidade: servidão medieval.”, conclui o relatório da Zero Hedge.

Bitcoin resolve isso

O Bitcoin não pode ser apreendido tão facilmente quanto o dinheiro depositado em uma conta bancária. Embora, em teoria, as autoridades possam colocar suas mãos em seus bitcoins, é muito mais difícil porque exige cooperação não de terceiros, mas do proprietário da propriedade – nesse caso, bitcoins.

Ninguém pode abrir suas chaves privadas tão facilmente quanto um banco pode congelar ou apreender seus ativos. É por isso que chamamos o Bitcoin de “o único bem não confiscável do mundo“.

Embora muitos possam argumentar que o governo está apreendendo ativos inativos por “boas causas”, isso não invalida automaticamente o argumento de que alguém deve ter direito de escolher como usar seu próprio dinheiro.

Caso contrário, o seu dinheiro é realmente seu?

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