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Relatório da CPI do Crime Organizado expõe uso de bitcoin para lavagem de dinheiro      

 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado encerrou os trabalhos sem um parecer final aprovado na terça-feira (14). Isso porque, senadores rejeitaram o texto do relator Alessandro Vieira (MDB-SE) por seis votos contrários no Senado Federal (SF). O documento pedia o indiciamento de autoridades e detalhava esquemas com criptomoedas.
O relatório elaborado por Vieira traça um retrato do avanço das facções no território nacional. Uma das frentes de apuração focou no uso de criptoativos para ocultar o lucro do tráfico de drogas. Quadrilhas utilizam a descentralização do bitcoin para burlar a vigilância estatal.
Criminosos migraram das práticas exclusivas de violência urbana para o mercado de finanças. Esses grupos operam esquemas com a ajuda de empresas de fachada e contas falsas. Desta forma, o dinheiro sujo ganha aspecto lícito antes do retorno aos chefes das quadrilhas.
Estratégias digitais das facções
A falta de um rastreio unificado sobre as criptomoedas facilita a vida dos contraventores. Eles fracionam grandes quantias de dinheiro em diversas transferências pequenas no ambiente da internet. Isso dificulta o trabalho de órgãos de controle contra a ocultação de patrimônio ilícito.
Além disso, o documento aponta o crescimento da evasão de divisas com o uso do bitcoin. O crime organizado envia lucros para o exterior sem depender de bancos tradicionais. Tais táticas financeiras exigem uma adequação ágil das leis de rastreio no Brasil.
O colegiado barrou as conclusões do relator após debate intenso entre os parlamentares. Seis senadores votaram contra as punições e quatro apoiaram as medidas sugeridas. Esse cenário expõe a falta de consenso sobre as estratégias de combate aos delitos financeiros.
O presidente da comissão, Fabiano Contarato (PT-ES), discordou dos indiciamentos propostos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Contarato defendeu a cautela institucional antes de formular acusações contra magistrados de alto escalão. Ele destacou a seriedade do ato de acusar pessoas na esfera pública.
Outros legisladores também criticaram o foco dado aos nomes do governo. Jaques Wagner (PT-BA) votou pela rejeição e afirmou que o espaço serve para apuração focada. Logo, a falta de aprovação inviabiliza o envio das propostas legais aos órgãos de justiça.
Infiltração no sistema bancário
A investigação também revelou a captura de setores do Estado por contraventores de colarinho branco. O texto original narra a atuação de Daniel em um suposto esquema de fraudes com licitações e bancos. Ele utilizava o poder econômico de instituições financeiras para corromper agentes estatais.
O cunhado de Daniel, chamado Fabiano, operava fundos sob suspeita de vínculos com as facções. A Polícia Federal (PF) prendeu o empresário durante o andamento da apuração oficial. Tais conexões provam a união entre a violência das ruas e a elite do mercado de ações.
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