Uma empresa de segurança blockchain vem investigando o caso LUNA/UST desde sua quebra e encontrou evidências que demonstram que a própria Terraform Labs (TFL) foi a responsável pelo ataque que marcou o começo de seu próprio fim.

Empresa de segurança: Uppsala Security

A empresa que elaborou o relatório, afirma que vem investigando o caso da LUNA com a utilização de “técnicas forenses por cerca de um mês após o colapso da Terra” para rastrear o responsável pelo ataque. Nesse sentido, eles concluíram que o endereço por trás do colapso da UST, chamado Wallet A, é gerenciado pela Terraform Labs.

A Uppsala Security foi fundada em 2018 por Patrick Kim. A empresa tem sede em Cingapura e dois outros escritórios, na Coréia do Sul e Japão.

Relatório forense culpa Terraform Labs, de Do Kwon

Segundo o relatório, foi identificada a Carteira A (Wallet A) como responsável e então rastreada a origem até a empresa de Do Kwon, responsável pela Terra (LUNA) e pelo ecossistema que fez milhares de vítimas em bilhões de dólares e levou muitos ao desespero absoluto, além de ter sido o gatilho inicial para o grande crash de todo o mercado.

Passfolio

A Carteira A foi criada em 7 de maio na rede Ethereum. Essas datas coincidem com a primeira tentativa de quebrar o UST. Como visto abaixo, os investigadores da Uppsala vincularam a Carteira A no Ethereum e a Carteira A (T) na rede Terra a uma série de fluxos que permitiram aos invasores derrubar ambos os ativos UST e LUNA.

Diagrama fornecido pela Uppsala Security

Os fluxos são rastreados até vários endereços na Binance e Coinbase, além de outros fundos transferidos para o protocolo DeFi Curve (CRV). Uppsala alega que a Carteira A estava por trás de uma retirada de US $150 milhões de uma pool de liquidez na Curve, criada pela equipe do projeto para manter “a liquidez da blockchain Terra”. O relatório afirma:

“Antes e depois dessa transação, uma grande quantidade de UST foi depositada em várias exchanges ao redor do mundo, acelerando o depegging [perda de lastro] e, eventualmente, ocorreu uma corrida bancária. Por esse motivo, várias empresas de análise de blockchain em todo o mundo estão apontando a Carteira A como a carteira do responsável pelo ataque.”

À medida que o ataque ocorreu, o relatório afirma que a Carteira A recebeu uma “grande quantidade de UST” da Carteira A (T) da blockchain Terra. As interações entre essas carteiras são vinculadas por seus memorandos e informações exigidas pelas plataformas de câmbio [exchanges] para identificar um usuário específico ao alocar os fundos transferidos.

Além disso, os investigadores da Uppsala Security alegaram que uma entidade dentro do ecossistema Terra (Classic) se identificou publicamente como proprietária de uma das carteiras que supostamente participaram do ataque, a LUNC DAO. Eles concluíram:

“Combinando as descobertas acima descobertas por meio de análise forense on-chain, o memorando de usuário da Binance ‘104721486’, a carteira da LFG, a carteira LUNC DAO, a Carteira A(T) e a Carteira A que recebeu UST da Carteira A(T) são todos a mesma instituição, sob propriedade do mesmo dono ou gerenciadas por um único grupo. Isso significa que a Terraform Labs ou LFG fez uma transação financeira que causou o colapso da Terra por conta própria.”

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