• Crise energética que pode afetar mais de um bilhão de pessoas preocupa nações, Brasil não está de fora. 
  • Rede do Bitcoin também seria afetada em conjunto com outras criptomoedas.

“A onda de calor da Ásia causou apagões diários de horas, colocando mais de 1 bilhão de pessoas em risco em todo o Paquistão, Mianmar, Sri Lanka e Índia, com pouco alívio à vista. Seis usinas do Texas falharam no início deste mês quando o calor do verão começou a chegar, oferecendo uma prévia do que está por vir. Pelo menos uma dúzia de estados americanos da Califórnia aos Grandes Lagos estão em risco de quedas de eletricidade neste verão.

O fornecimento de energia será apertado na China e no Japão. A África do Sul está pronta para um ano recorde de cortes de energia. E a Europa está em uma posição precária que é sustentada pela Rússia — se Moscou cortar o gás natural para a região, isso poderia desencadear paralisações em alguns países.” – afirmou a Bloomberg.

O problema energético também pode afetar o Brasil, país que em 2021 sofreu uma crise severa ao ponto do governo federal ter de criar uma bandeira tarifária emergencial. E as perspectivas não são boas para o futuro do Brasil, visto que 8 das 12 bacias hidrográficas do país nascem na região do Cerrado, área que tem sofrido grandes impactos ambientais. 

Alex Whitworth, analista da Wood Mackenzie Ltd, ressalta que, à medida que as redes de energia se transformam para fontes alternativas “verdes”, a falta de armazenamento via baterias quando o sol não brilha ou o vento não sopra criará instabilidades e mais estresse nas redes  em um momento em que as usinas de combustíveis fósseis estão sendo aposentadas.

Você estará enfrentando um problema de abastecimento toda vez que houver nuvens ou tempestades ou uma seca de vento por uma semana“, disse Whitworth. “Esperamos que esses problemas piorem nos próximos cinco anos.”

Segundo a Bloomberg, até mesmo os alemães estão se preparando para o pior com a possibilidade de religarem 26 usinas de carvão.

Crise pode afetar o Bitcoin e outras criptomoedas

mineração de bitcoin novos players

A crise energética pode até mesmo afetar o bitcoin. Com a criptomoeda consumindo estimados 91 terawatts hora de eletricidade e boa parte desse consumo vindo de grandes fazendas de mineração, o bitcoin pode sofrer tanto com as quedas de energia quanto com possíveis perseguições governamentais que buscam economizar energia. 

No último caso poderemos ver as transações no blockchain demorando mais do que o esperado enquanto a rede se adapta aos novos padrões de mineração. Se as grandes fazendas de mineração forem proibidas, como aconteceu na China, o BTC pode sofrer por algumas semanas até o hashrate se ajustar. 

Nos Estados Unidos, país com maior poder de mineração, 11 estados estão com riscos de queda de energia. A infraestrutura da principal economia do mundo está aos pedaços segundo a líder de economia e energia da CoBank ACB:

“Os EUA estão enfrentando mais paralisações globalmente do que qualquer outra nação industrializada”, disse ela. “Cerca de 70% da nossa rede energética está chegando ao fim da vida.”

Não é apenas o bitcoin que sofreria com isso, Bitcoin Cash, Monero, Ethereum e outros criptoativos baseados no consenso via Prova de Trabalho (Proof of Work) poderiam enfrentar lentidões na rede. 

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