Uma universidade holandesa recorreu a pagar R$ 950 mil em Bitcoin para os hackers liberarem sistemas de computadores mantidos para resgate desde a véspera de Natal, relata a Reuters.

O vice-presidente da Universidade de Maastricht, Nick Bos, anunciou em uma coletiva de imprensa na quarta-feira que se curvou às demandas dos ciberataques, pois, caso contrário, teria que reconstruir toda a sua rede de TI para voltar à Internet.


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“Os danos disso ao trabalho dos estudantes, cientistas, funcionários, bem como à continuidade da instituição, dificilmente podem ser concebidos”, disse o vice-presidente da universidade Nick Bos, citado pela Reuters.

Bos confirmou que os invasores conseguiram entrar na rede depois de comprometer a conta de email de um funcionário em novembro de 2019 via phishing.

Em 24 de dezembro do ano passado, os hackers haviam criptografado os sistemas de computadores da universidade, incluindo estações de trabalho e servidores de e-mail, e exigiam 30 BTC por uma ferramenta para desbloqueá-los (R$ 932 mil antes, R$ 1,28 milhão hoje).

A empresa de segurança cibernética Fox-IT, contratada pela Universidade de Maastricht para recuperar seus sistemas, encontrou o grupo cibercriminoso de língua russa TA505, também conhecido como Evil Corp, responsável pelo ataque.

O Departamento de Justiça dos EUA acredita que a Evil Corp já roubou mais de 100 milhões de dólares desde o seu início, atingindo instituições financeiras e varejistas em vários países com seu malware Dridex, que rouba informações.

Uma investigação recente encontrou mais de mil possíveis vítimas da Evil Corp em todo o mundo.

FBI pede às vítimas que não paguem resgate em Bitcoin

Incidentes com ransomware como esses persistem em todo o mundo. Nos últimos dois anos, hackers assumiram as redes de computadores de governos, empresas, hospitais e escolas, exigindo muitas vezes milhões em criptomoeda (a maioria Bitcoin) por uma ferramenta de descriptografia.

Eles são tão prevalentes que o FBI emitiu um aviso em outubro, pedindo às vítimas de ransomware que não pagassem seus hackers, para que não fossem encorajados a realizar mais ataques.

Quanto à Universidade de Maastricht, seus sistemas de computadores estão on-line e agora totalmente operacionais.

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