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Não é de agora que a situação do Brasil ficou gravíssima com os desenvolvimentos do coronavírus. Comentando sobre o assunto no Twitter, o microbiologista Átila Iamarino comentou novamente sobre o posicionamento do país de não apoiar estudos da UE: “Vamos ficar sem vacina por opção.”

A situação no Brasil

No vídeo acima, o atual ministro da Saúde Nelson Teich fica surpreso ao descobrir, em transmissão ao vivo, que o presidente Jair Bolsonaro categorizou “academias e salões de beleza” como parte da “economia essencial” (efetivando reabertura), sem consultar o Ministério.

Casos de coronavírus no mundo
O Brasil se econtra, atualmente, em 6º lugar de mortes pelo coronavírus: um total de 11.771 vítimas. Os números estão desatualizados: no Reino Unido, por exemplo já houve 40 mil mortes.

A situação do país se agrava não só por parte da infraestrutura médica insuficiente, mas também pelos conflitos políticos com péssima sincronia, como a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça em meio à crise.

Dólar para Real Brasileiro
Dólar chega a picos nunca antes vistos nos últimos 15 dias.

São Paulo é o estado que mais sofre das consequências da pandemia, com casos disparando aos 47 mil, e mortes chegando aos 4 mil. Enquanto isso, pode-se encontrar centenas de pessoas manifestando na Avenida Paulista, muitas delas com bandeiras do Brasil, cantando o hino, e alguns, ainda sem máscara, defendem uma “intervenção militar”.

Aos gritos, afirmam defender a liberdade de ir e vir: “Somos contra a Ditadoria”.

“Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância. Pessoas de bem que amam o Brasil não desejam isso.”

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso

O esforço coletivo da União Europeia

Em matéria da DW, foi relatada a criação de uma iniciativa internacional para o financiamento de pesquisas sobre a imunização e eventual tratamento do Covid-19. Para dar um headstart, a UE investiu um bilhão de euros, e visam arrecadar mais 6,5 bilhões.

Liderado por Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, os recursos arrecadados de governos e organizações filantrópicas já conta com apoio do Reino Unido, Noruega, Canadá, Japão, Arábia Saudita, Alemanha e França, além da própria UE.

Além disso, doações da fundação Bill e Melinda Gates e do Banco Mundial também ocorreram, além de outras doações privadas.

“”Acredito que o dia 4 de maio ficará marcado como um momento de uma virada em nossa luta contra o coronavírus, porque, hoje, o mundo está se unindo”, disse a chefe da Comissão Europeia. Ela ressaltou que a doação de Bruxelas é um “esforço da equipe Europa”.”

Fonte: DW

Porém, assim como pode-se notar, o Brasil e os Estados Unidos não se comprometeram a auxiliar o financiamento das pesquisas.

“É o fim do Brasil” (Bolsonaro)

São Paulo é o caso mais extremo do país, e algumas decisões não facilitam a situação. Desde fechar avenidas principais para “reduzir o fluxo de carros”, que causou o efeito completamente contrário, lotando transportes públicos, até o “rodízio de carros em SP“.

Movimentação na Estação da Luz, em SP, na manhã desta segunda-feira, 11 de maio de 2020.
Movimentação na Estação da Luz, em SP, na manhã desta segunda-feira, 11 de maio (Fabio Vieira / FOTORUA/Estadão Conteúdo). Fonte: EXAME

Por fim, são fatores como estes que, independentemente dos esforços do governo (Estadual), reduzem a eficácia do “isolamento social” promulgado no estado. O aguardo pelo fim da quarentena apenas aumentará.

NOTA: A quarentena foi promulgada novamente, neste sábado (09): vai ser “flexibilizada” a partir do dia 10, e o isolamento social será estendido até o dia 31 de maio, devido à situação.

“Fomos um dos últimos países grandes a ter casos, temos universidades e centros de pesquisa, temos médicos formados, temos sistema público de saúde. Nós cavamos o buraco onde nos encontramos agora, não deixem transferirem a culpa pra fora ou dizer que foi surpresa.”

Átila Iamarino no Twitter

A Economia vai sofrer

Segundo análises divulgadas pelo Instituto Fiscal Independente (Senado), o congelamento das atividades econômicas durante o curso da pandemia poderão afetar o PIB do país por muitos anos.

Ademais, com até 22 semanas de paralização, o PIB pode cair em até 7% no ano, uma taxa quase duas vezes pior que a crise de 2015/16 (FONTE).

“Contudo, este é apenas o impacto inicial — as perspectivas para os próximos anos não são melhores. Segundo a instituição, os gastos engendrados pelo Governo Federal farão a dívida pública disparar a 84,9% do PIB neste ano.”

Fonte: Veja

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