Segundo monitoramento de novas CBDCs (“Central Bank Digital Currency”, ou “Moedas Digitais de Bancos Centrais”) do Atlantic Council’s Geoeconomics Center, 81 bancos centrais de países (que somados representam cerca de 90% do PIB global) estão explorando CBDCs próprias.

Só para se ter uma ideia, em maio do ano passado, apenas 35 países estavam considerando as CBDCs. Além disso, 5 países chegaram a lançar suas próprias moedas digitais ainda em 2020: as Bahamas, São Cristóvão e Névis, Antígua e Barbuda, Santa Lúcia, e Granada.

O Atlantic também detalhou que “14 outros países, incluindo grandes economias como a Suécia e a Coreia do Sul, estão agora em estágio piloto com seus CBDCs, e preparando um possível lançamento completo”.

Muitos confundem moedas digitais com CBDCs. Já existem milhares de moedas virtuais, as criptomoedas, mas essas não são centralizadas no governo, como o bitcoin. 

As criptomoedas são executadas em tecnologia de livro-razão distribuído, o que significa que vários dispositivos espalhados pelo mundo verificam constantemente a precisão da transação, de maneira descentralizada.

Nas grandes economias, também já existem avanços. A China, por exemplo, está começando a permitir inclusive que visitantes estrangeiros utilizem o yuan digital, com a condição deles fornecerem informações sobre o passaporte para o Banco Popular da China durante as próximas Olimpíadas de Inverno.

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou em fevereiro que o dólar digital era uma “prioridade muito alta” para o Fed. Por outro lado, reforçou a necessidade de “acertar”, em vez de se apressar para lançar um dólar digital, especialmente para competir com o yuan digital da China. Mais recentemente, ele disse que: “você não precisaria de stablecoins ou de criptomoedas se tivesse uma moeda digital dos EUA.”

Como disse Josh Lipsky, Diretor do Atlantic Council’s Geoeconomics Center e ex-consultor sênior do Fundo Monetário Internacional (FMI), antes da Covid-19 as moedas digitais do banco central eram em grande parte um exercício teórico. Mas com a necessidade de distribuir estímulos monetários e fiscais sem precedentes em todo o mundo e a força crescente das criptomoedas, os bancos centrais perceberam rapidamente que não podem deixar a evolução do dinheiro passar por eles.

Para quem interessar, segue link do próprio Atlantic Council’s Geoeconomics Center, onde é possível observar o mapa com os 81 países em questão: CBDC Tracker

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