Segundo o site Defesanet, o governo Maduro posicionou o Sistema de Mísseis de Defesa Aérea S-300VM próximo à fronteira com o Brasil, na cidade de Paracaima (Rondônia).

É a segunda ação após anunciar o fechamento da fronteira com o Brasil, o que ocorreu às 20h00 desta quinta-feira. Também noticiamos aqui que soldados venezuelanos abriram fogo contra civis na fronteira com o Brasil.

A posição onde o sistema S-300 foi posicionado é a região do Aeropuerto de Santa Elena de Uairén, que dista da cidade fronteiriça de Pacaraima, Estado de Roraima, cerca de 11km.

Na prática, esse sistema de mísseis antiaéros está isolando todo espaço aéreo da Venezuela, como pode ser visto no site Flightradar:

venezuela posiciona mísseis

“A Venezuela possui 3 Sistemas de Defesa Aérea S-300, que inclui lançadores, sistemas de radares e apoio. Trazer um sistema estratégico tão valioso para uma posição de fronteira tem um caráter provocativo.”, diz o site Defesanet.

O Sistema de Mísseis S-300 é o que dá suporte ao sistema de defesa aéreo da Venezuela.

venezuela posiciona mísseis
S-300VM – Fonte: Defesanet

A Venezuela adquiriu os S-300 durante o governo de Hugo Chávez. Junto incorporou o conceito de defesa aérea desenvolvido pelos russos desde a Guerra Fria. Trata-se de um sistema escalonado, que vai desde o menor nível com canhões até os mísseis para grande altitude:

1 –  Canhões de 20 a 40mm;
2 – MANPADS IGLA S 3,5km
3 – S-125 Pechora 2M  20km Altitude
4 – BUK-2ME    25 km Altitude
5-  S-300VM     30 km Altitude

venezuela posiciona mísseis
Fonte: Defesanet

A situação na fronteira está tensa desde que foi emitida a ordem de fechamento da fronteira. Maduro se recusa a deixar a ajuda humanitária entrar no país.

Mais cedo, conforme relatado pelo Washington Post e mais tarde pelo Cointimes, soldados venezuelanos abriram fogo contra civis na fronteira com o Brasil.

A Venezuela passa por uma grande crise econômica e humanitária, causando desconforto com os Estados Unidos e Europa. Recentemente, o opositor Juan Guaidó se declarou presidente interino por não reconhecer o resultado das eleições venezuelanas. Juan foi apoiado por mais de 60 países.