Grande parte dos investidores de criptomoedas conheceram o Bitcoin em 2017. Naquele momento, estávamos vivendo a bolha das criptomoedas, com o criptoativo atingindo sua maior cotação da história (U$ 20.000,00). Esse fato ocorreu pouco mais de um ano após o Halving, um período de grande euforia que foi sucedido pelo BearMarket mais longo da história, em 2018.

Em 2020 estamos vivendo um momento semelhante ao de 2016: diversas pessoas eufóricas por conta do Halving e uma grande expectativa de uma nova Bull Run que valorizaria a criptomoeda a preços superiores a 2017.

Porém, o que muitos ainda não perceberam foi que o Bitcoin mudou.

Tanto seus investidores quantos os responsáveis pela rede se transformaram completamente nos últimos quatro anos.

Mas você realmente conhece o Bitcoin?

Na Mercurius Research de hoje iremos explicar as principais mudanças dos ativos nos últimos quatro anos.

A rede mudou!

O primeiro ponto de mudança fundamental no ativo é em sua rede. Como todos sabem, no início do Bitcoin, a atividade de mineração poderia ser realizada por qualquer indivíduo de uma forma simples, sem necessidade de equipamentos específicos e com um baixo custo.

Dessa forma, muitos ainda utilizavam tecnologias arcaicas para minerar Bitcoins, o que tornava a atividade pouco lucrativa e muito dependente do preço do ativo (tornando a rede instável e fazendo com que a mineração do Bitcoin fosse semelhante à corrida do ouro no século XIX).

Em 2020, mais de 90% da rede do Bitcoin é controlada por grandes pools de mineração que funcionam como grandes instituições. Essas instituições buscam sempre a eficiência e o controle da rede, com alto investimento para desenvolvimento de equipamentos específicos para mineração (ASICs) que tornaram a atividade muito lucrativa e pouco dependente do preço. Houve assim, um impacto direto da Hash Rate, que aumentou 140 vezes entre 2016 e 2020, o que tornou a blockchain e a criptomoeda muito mais segura e estável.

Essa mudança na estrutura da rede do Bitcoin possui dois impactos diretos no ativo no curto prazo: o primeiro é o oligopólio da mineração que tornará a atividade centralizada em poucas empresas que possuem um grande capital para investir em tecnologia.

O segundo impacto é o crescimento exponencial da Hash Rate (taxa ligada à segurança do ativo), visto que cada vez mais se desenvolve ASICs mais eficientes, o que permite o aumento da Hash Rate sem o aumento do consumo de energia elétrica. O que fez, inclusive, a rede do Bitcoin atingir sua maior taxa de Hash Rate e dificuldade de mineração nessa semana.

Sendo importante lembrar de que apesar de toda essa evolução tecnológica em termos de otimização da energia usada pela mineração. Hoje o Bitcoin consume o equivalente a população da Grécia. Mas mais de 70% dessa energia é renovável.

Os investidores mudaram!

Outro ponto fundamental de compreender nesse “novo Bitcoin” é o fato de os investidores também estarem mudando.

O mercado de criptomoedas tem cada vez menos investidores amadores e pessoas físicas investindo no ativo, e vê um crescente aumento dos investidores institucionais, que possuem uma visão muito mais racional e técnica do ativo, além de muito mais capital do que os investidores atuais.

Esse cenário cria conexões entre o mercado de criptomoedas e o mercado tradicional, fazendo que o Bitcoin comece a apresentar uma correlação com os mercados globais em momentos de crise, como por exemplo a crise do COVID-19, momento o qual o Bitcoinapresentou sua maior correlação da história, tanto com o ouro quanto com o S&P 500.

Essa movimentação dos investidores institucionais está apenas no início, visto que, de acordo com a Fidelity Digital Asset, nos próximos cinco anos mais de 90% dos investidores institucionais pretendem alocar ao menos 0,5% do seu portfólio em criptomoedas.

O que terá como impacto direto um amadurecimento do ativo, que fará com que o mercado tome suas decisões de forma muito mais racional e eficiente, dificultando a influência de eventos ligados ao psicológico da comunidade de criptomoedas no preço do Bitcoin, como por exemplo o próprio Halving.

Você não conhece o Bitcoin!

A ideia de um ativo extremamente volátil, irracional e instável está cada vez mais distante do Bitcoin. É algo anacrônico comparar o ativo de hoje com o Bitcoin de 2017.

Mas acredite, tudo isso adicionou um grande valor no ativo, visto que o potencial de crescimento do Bitcoin aumentou de forma exponencial, seja em termos de investidores, seja na escalabilidade da rede.

E isso tende a ser refletido no preço do ativo, em breve.

Quer saber como?

Nessa quinta (19h30), iremos fazer um evento com grandes nomes tanto do mercado tradicional como o François Legleye (Ex-VP do BNP Paribas), quanto do mercado de criptomoedas como o Felipe Trovão (atual CSO da Foxbit) e o Lorenzo Frazzon (Fundador da Investtor) e explicaremos como a evolução do Bitcoin afetará o seu preço.

Acesse o vídeo do evento e já marque as notificações para ser avisado quando entrarmos ao vivo.