As impressoras de dinheiro parecem estar a todo vapor. Considerando todas as unidades do dólar americano desde o início da história da moeda, apenas este ano foram criados 22% de toda a oferta da moeda.

Os dados disponibilizados pelo Federal Reserve Economic Data (FRED) mostram que a oferta monetária cresceu mais acentuadamente em momentos de crise financeira, destacadas no gráfico abaixo em cinza.

Gráfico da oferta monetária nos Estados Unidos. Fonte: Fred.
Gráfico da oferta monetária nos Estados Unidos. Fonte: Fred.

Porém, o acelerado ritmo que estamos vendo durante a crise de 2020 não tem precedentes na história. E o governo americano confirma mais um auxílio emergencial, com o início das eleições chegando e o presidente Donald Trump mudando de ideia rapidamente.

Enquanto Trump dizia que não negociaria com os democratas por um estímulo que ultrapassava os 2 trilhões de dólares, ao final do mesmo dia (6/10) ele estava pedindo pressa para que um auxílio de US$ 1.200 fosse imediatamente aprovado.

Só depois dessa repentina mudança de opinião que o mercado voltou a reagir positivamente, acompanhando a oferta monetária dos EUA.

Correlação do mercado de ações dos EUA com a oferta monetária do país. Fonte: Fred.
Correlação do mercado de ações dos EUA com a oferta monetária do país. Fonte: Fred.

O índice Wilshire 5000 mostra a movimentação de todas as ações negociadas em bolsa nos Estados Unidos. E as novas medidas de injeção de liquidez na economia parecem jogar o mercado financeiro para cima, embora os níveis de desemprego continuem altos.

Mas segundo o Neel Kashkari, o presidente do Fed de Minneapolis, não existem motivos para preocupações, pois “o Fed tem dinheiro infinito“. No entanto, o risco de consequências nefastas para a economia aumenta proporcionalmente a quantidade de moeda fiduciária circulante.

O economista Peter Schiff, conhecido por prever a crise de 2008, alertou que enquanto muitas pessoas desejem o auxílio emergencial, ele seria a última coisa que o país precisa.

“A América nunca será grande enquanto sua economia ‘de bolha’ se apoiar em estímulos falsos. O único estímulo real são taxas de juros mais altas e grandes reduções nos gastos e regulamentações do governo.”, disse ele.

A criação desenfreada de papel moeda não produz riqueza de fato, apenas adia o problema aumentando a dívida pública e redistribui poder de compra de acordo com interesses políticos. O poder centralizado que o Estado possui de decidir quem deve ficar mais rico ou pobre é o motivo para cada vez mais pessoas escolherem o Bitcoin como reserva de valor.

Quais serão de fato as consequências dessa aceleração na emissão de moeda? Deixe sua opinião na seção de comentários abaixo. 

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