O Banco Central do Japão reafirmou a posição do país como um dos mais progressistas do mundo no que diz respeito ao Bitcoin e outras criptomoedas.

O recente artigo de Sender no Nikkei Asian Review é, em grande parte, uma reflexão sobre o fenômeno da desvalorização da moeda fiduciária, e como isso poderia estar levando os poupadores e investidores para os braços digitais do Bitcoin como uma proteção. A China é um excelente exemplo.

É uma teoria de estimação da maioria dos entusiastas da criptomoeda. Mas, quanto disso é baseado na realidade, ninguém sabe. As altas nos preços do mercado de criptomoedas, coincidentes com os pronunciamentos oficiais do banco central ou as mais recentes notícias sobre a guerra comercial, são frequentemente aproveitadas como evidências.

Citando um “alto funcionário do Banco do Japão”, o banqueiro explicou a Sender:

“Por causa do medo da fuga de capital, os chineses enxergam todo bem financeiro como o inimigo. Mas não nos preocupamos com as fugas. Estamos apaixonados pela tecnologia por trás e estamos em contato com a comunidade tecnológica. Nós promovemos o bitcoin, mas apenas com controles”.

Blockchain sim, Bitcoin controlado

Para alguns entusiastas de Bitcoin, as declarações soam positivas, garantindo que eles são confiados e respeitados pelo governo. Levando em conta que o Japão foi pioneiro em regulações consideradas “amigáveis” com usuários de criptomoedas, enquanto outros países, como a Índia, optaram pela proibição do Bitcoin.

Porém, isso pode ser uma mera tentativa de desvirtuar o objetivo final do Bitcoin como um projeto de liberdade financeira, evitando a necessidade de um controle centralizado quando se trata de movimentações financeiras digitais.

Como Andreas Antonopoulos argumenta muito bem neste vídeo, a tecnologia blockchain sequer faz sentido sem o Bitcoin. O blockchain como estrutura de dados é muito ineficiente, a razão porque usamos blockchain é para atingir a descentralização, e para atingi-la é necessário ser possível validar transações sem que ninguém tenha poder de veto.

A melhor maneira encontrada, até agora, de descentralizar o processo de validação de transações foi usar um algoritmo de consenso que depende da competição por Proof-of-Work. Para ter competição é preciso ter a relação Risco X Retorno, e para ter um retorno significativo você precisa de um token digital como Bitcoin.

Se não há Bitcoin, não há base para competição por Proof-of-Work, se não há competição, não há segurança descentralizada, sem segurança você precisa validar as transações centralmente. E sem descentralização não há sentido em ter uma blockchain, outras estruturas para base de dados são muito mais eficientes.

A barganha

Diferente de outros bancos centrais pelo mundo que negam o Bitcoin como revolucionário, ou mostram hostilidade a entusiastas da tecnologia, o Banco Central Japonês parece já estar no terceiro estágio do luto dos bancos, a barganha: Descentralização não, pode ser um Bitcoin controlado?

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