Em uma sessão na tarde de segunda-feira (09), o Senado rejeitou uma emenda de última hora que melhoraria o novo regulamento que força as empresas a relatar transações de criptomoedas superiores a US$ 10.000 ao Internal Revenue Service (IRS) – a Receita Federal americana. 

A emenda que pretendia afetar apenas os corretores tradicionais, ou “empresas que realizam transações em bolsas onde os consumidores compram, vendem e negociam ativos em dígitais.” foi derrubada e agora vai à Câmara do Deputados o projeto original.

Hoje o Senado americano continuou discutindo a proposta de US$ 1,2 trilhão para a infraestrutura americana. A votação definiu que um “corretor” – incluindo todos os agentes do mercado cripto como desenvolvedores de software e mineradores –  de acordo com o texto da disposição atual, será obrigado a relatar ganhos de criptomoedas em um tipo de formulário 1099.

No projeto votado por 69-30, a definição de “corretor” inclui validadores, como mineiros e stakers na arrecadação de US$ 28 bilhões para os cofres do BC americano.

A definição original do texto vai ajudar a pagar os US$ 550 bilhões em novos gastos com infraestrutura, mas pode prejudicar o mercado de criptomoedas no país.

A Blockchain Association expressou à CNBC preocupação com essa rejeição: “Conforme escrito, o projeto de lei de infraestrutura contém requisitos de relatórios de IRS prejudiciais que muitos no ecossistema cripto não têm capacidade para cumprir. Como resultado, muitos agentes deste mercado serão forçados a se mudar para o exterior, deixando empregos futuros e crescimento econômico na mesa”.

Taxar as criptomoedas agora seria como taxar a internet nos anos 90, já que o mercado cripto teria muito ainda a crescer sem os pesos regulatórios. A linguagem prevalecente também alimentou preocupações de que as autoridades podem usar o regulamento para reprimir as partes não corretoras em medidas que podem dissuadir intermediários, como mineradores de criptomoedas, de abrirem negócios nos Estados Unidos.

Após a votação do projeto a criptomoeda teve uma queda de 1,6% em 24 horas, segundo o CoinGoLive

Bitcoin em queda após votação no Senado americano
Fonte: CoinGoLive.com.br

O bitcoin existe desde 2009, mesmo assim, entre os senadores há desconhecimento sobre a tecnologia. Enquanto setores como o bancário, imobiliário e farmacêutico têm laços de longa data com legisladores e operações de lobby, às vezes apoiadas por grandes bancos, a indústria de criptoativos está apenas se tornando conhecida nos corredores do Congresso.

O projeto de infraestrutura agora vai para a Câmara dos Deputados, que deve tratar do assunto no outono.

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