Enquanto o ecossistema mais amplo está se aprimorando nos NFTs, os desenvolvedores da Blockstream agora estão fazendo seu próprio token.

A Blockstream, empresa de infraestrutura do Bitcoin, está se preparando para arrecadar fundos por meio de uma oferta de security token (STO), de acordo com um comunicado de imprensa assinado por Adam Back e Chriss Cook.

O token é chamado Blockstream Mining Note, de símbolo BMN, será emitido na Rede Liquid, que foi originalmente desenvolvida pela empresa de tecnologia e agora é governada por uma federação de 46 membros de instituições financeiras e provedores de serviços.

Alguns, porém, se perguntaram por que a Blockstream, conhecida pelo foco único em Bitcoin, está criando o próprio token. A equipe por trás da companhia sempre foi abertamente cética em relação a todos os outros ativos digitais, com exceção do BTC.

1º de abril?

Na verdade, a piada de 1º de abril da Blockstream em 2019 envolvia uma adição simulada de Ethereum ao popular explorador de blocos Blockstream.info. Existe alguma diferença entre as altcoins e o BMN ou a pegadinha da empresa chegou mais cedo este ano?

“O BMN não é um altcoin”, disse Samson Mow, CSO da Blockstream, ao portal BTC Times, “ao contrário dos títulos não registrados vendidos durante o boom da ICO, [o BMN] é um título real com proteção ao investidor.”

De acordo com a Blockstream, a BMN dará aos seus detentores o direito à taxa de hash produzida por mineradores de Bitcoin em instalações da companhia em todo o mundo. O grupo-alvo são investidores que buscam ganhar exposição à mineração de Bitcoin sem ter que comprar seu próprio equipamento. Como um token de segurança, o BMN está sujeito a certos requisitos regulatórios e fornece aos investidores recursos legais e transparência de alto nível.

O token será vendido por meio do mercado de tokens de segurança STOKR, que permitirá o acesso a investidores qualificados em países europeus selecionados. A primeira parcela da venda está programada para ficar disponível em 7 de abril por um valor mínimo de € 12,5 milhões (aproximadamente R$ 82,6 milhões).

E a proposta é extremamente ambiciosa, o investimento mínimo é 1 BMN, que terá o preço de € 200.000 (cerca de R$ 1,3 milhão). No total, a Blockstream busca arrecadar € 85 milhões (R$ 562 milhões).

Se a BMN for listada em exchanges de security tokens no futuro, ela poderá se tornar disponível para usuários também em frações menores, dependendo das respectivas estruturas das corretoras.

Além de permitir que uma gama mais ampla de investidores tenha acesso indireto às suas operações de mineração, o CEO da Blockstream, Adam Back, disse que “ao expandir a participação do investidor na prova de trabalho do Bitcoin, o BMN também fortalece a segurança do Bitcoin e a resistência à censura. É uma situação ganha-ganha.”

A Blockstream está fortemente envolvida na mineração de Bitcoin desde 2017, quando se tornou uma das primeiras empresas a entrar no mercado de energia hidrelétrica de Quebec e estabeleceu centros de mineração em grande escala no Canadá e nos Estados Unidos.

Os primeiros clientes institucionais de mineração da Blockstream incluíam a Fidelity e o fundador do LinkedIn Reid Hoffman, embora no início deste mês, a empresa norueguesa Aker ASA anunciou sua parceria com a Blockstream para promover os próprios objetivos de mineração da empresa.

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