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Principais bolsas americanas estão em queda e medo de recessão cresce Economia

Principais bolsas americanas estão em queda e medo de recessão cresce

Mercado internacional em queda. Ouro valoriza e trégua de guerra comercial entre China e EUA pode durar pouco.

Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

As liquidações de ações norte-americanas se aprofundaram, levando as ações ao mais baixo patamar nos últimos 15 meses, reflexo da preocupação de que a taxa de crescimento econômico global tenha atingido seu pico. O preço do petróleo caiu enquanto os ministros da OPEP se reuniam em Viena. As bolsas americanas sangram enquanto o mercado teme recessão.

Bolsas americanas em queda

O Dow Jones Industrial Average teve uma queda de mais de 600 pontos e o S & P 500 perdeu outros 2 por cento nas apostas de que a trégua entre a China e os EUA não durará depois da prisão do diretor financeiro da Huawei.

bolsas americanas
Dow Jones Industrial Average está em queda há 3 dias seguidos. Fonte: Google.

O rendimento do Tesouro Direto Americano de 10 anos caiu para o menor nível desde agosto, em meio a uma enxurrada de compras em demanda de refúgio. O ouro subiu enquanto outros metais industriais caíram. O yuan, moeda japonesa, caiu ao nível mais baixo desde outubro.

“O maior problema é a escalada da guerra comercial e isso está assombrando os mercados”, disse Naeem Aslam, analista-chefe de mercado da Think Markets, no Reino Unido, em Londres, por e-mail. “É difícil encontrar um movimento de alta no mercado e parece-me que este jogo está prestes a ficar mais feio“.

Tendo causado ou não esse tombo do mercado, a prisão do CFO da Huawei no Canadá e relatos de sua extradição para os EUA são um golpe duro para uma trégua que já frágil, poucos dias depois de um aparente avanço no comércio entre os Estados Unidos e a China. A abertura do mercado de futuros foi marcada por uma queda repentina e inesperada que provocou uma onda de choque nos mercados acionários.

O governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que os riscos econômicos do exterior podem ser severos, e o relatório do Federal Reserve, do Bege Book, mostrou um otimismo em relação às perspectivas de crescimento das empresas norte-americanas, embora a maioria dos distritos continuasse relatando uma modesta expansão.

A libra fortaleceu-se quando a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, procurou um compromisso para evitar uma derrota esmagadora no seu acordo Brexit numa votação chave no Parlamento na próxima semana.

Alguns dos principais eventos que os investidores estarão focados nesta semana:

Ministros da Opep se reúnem em Viena na quinta-feira.

Na próxima sexta-feira sairá o relatório mensal de emprego dos EUA de novembro.

Os dados do comércio da China de novembro devem ser divulgados no sábado.

Abaixo estão os principais movimentos do mercado:

Ações

O índice S & P 500 caiu 1,7% a partir das 10h04 em Nova York, enquanto o índice Dow Jones Industrial Average caiu 1,9% e o Nasdaq Composite Index recuou 1,7%.

O Stoxx Europe 600 caiu 2,5%.

O FTSE 100 do Reino Unido caiu 2,5%.

O índice DAX da Alemanha recuou 2,8%.

O MSCI Emerging Market Index caiu 2,4%.

O MSCI Asia Pacific Index caiu 1,7%.

A Bovespa caiu mais 2%.

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BOVESPA também sofre queda com indefinição do mercado internacional. Fonte: Google

Commodities

O petróleo bruto West Texas Intermediate caiu 2,7%, para US $ 51,45 o barril.

O ouro subiu 0,4%, para US $ 1.242,25 a onça.

O cobre da LME caiu 1,1%, para US $ 6.105 por tonelada métrica

Resumo

Esses indicativos parecem refletir a expectativa de recessão econômica para 2018. Investidores ao redor do mundo estão preocupados com a guerra comercial entre as principais economias do mundo e esse medo está sendo precificado nas bolsas americanas. O cenário atual é de total desconfiança e medo, o que pode prejudicar ainda mais os mercados internacionais.

Originalmente publicado na Bloomberg.

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Lucas Bassotto
Lucas Bassotto

Sou Lucas Bassotto, graduando em Economia. Um grande entusiasta do mundo da criptoeconomia. Atualmente trabalho na Foxbit produzindo conteúdo.

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