O analista político e professor da FGV, Carlos Pereira, afirmou que Bolsonaro está sem escolhe e terá que aumentar os impostos. O Bitcoin pode ser afetado pela decisão do governo.

Em pesquisa lançada em maio pela Vox Populi, Bolsonaro cresceu na região nordeste e teve queda no sudeste, conseguindo manter a aprovação do seu governo nos níveis de 30%. Muitos analistas acreditam que isso se deve ao coronavoucher

“Com a perda de parcela significativa de eleitores de alta renda, de alta escolaridade e de moradores do Sudeste, se Bolsonaro quiser ser competitivo na sua reeleição, não poderá prescindir desse novo nicho eleitoral propiciado pelo auxílio emergencial.”

afirmou Carlos

Contudo, para manter e/ou ampliar esse novo público, o governo terá que aumentar os impostos. A grande questão é qual será o imposto?

“O dilema para o governo é se tal aumento se dará à ‘moda antiga’, via impostos difusos como CPMF ou CIDE, ou à ‘moda nova’, com a imposição de perdas a grupos específicos, via taxação de dividendos e/ou criação de imposto sobre grandes fortunas.”

disse o professor da FGV

Aumento de impostos e Bitcoin

Uma ala do governo liderada por Paulo Guedes quer a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), para o Bitcoin a volta do imposto tem seus lados positivos e negativos.

Do lado negativo, as exchanges de criptomoedas serão prejudicas como mostramos na matéria “Possível volta da CPMF prejudicaria exchanges no Brasil”. 

Entretanto, é impossível taxar o bitcoin e tokens em blockchain, o que dará uma enorme vantagem para quem usar a cripto. É provável que as stablecoins lastreadas em dólar inundem o mercado brasileiro, principalmente se as taxas transacionais no Ethereum e outros blockchains diminuírem devido ao uso de sidechains e avanços tecnológicos como os shards no Ethereum 2.0.

Flando sobre a nova CPMF em conversa no Flow Podcast, o deputado estadual Arhtur do Val afirmou:

“Você tem um outro quesito que não pode se ignorar que são as criptomoedas. Você vai incentivar o mercado informal de criptomoedas.”

O excesso de regulamentação e aumento de custos tem sido extremamente positivo para o mercado “paralelo” de criptoativos. A exchange anônima e descentralizada Bisq viu um aumento no volume de reais/bitcoins negociados após a criação da normativa n° 1.888 da Receita Federal.

Será que Bolsonaro e Guedes levarão a CPMF para frente? Deixe sua opinião nos comentários.