Uma espécie de auxílio emergencial, conhecido popularmente como “cornavoucher”, será distribuído em uma província chinesa via blockchain. A novidade trará redução de custos para o governo, mas ela não é bem um “auxílio emergencial”.

A China foi o primeiro país a lidar com o novo covid19, com lockdowns e testes em massa o gigante asiático conseguiu controlar o vírus. Mas o governo não parou por aí, para reaquecer a economia os governos locais estão dando estímulos bilionários.


Veja também: 20 milhões de pessoas em quarentena na China por conta de vírus mortal


O governo de Hengshui, uma cidade na província de Hebei, está criando e dando suporte para novos empréstimos. Só nessa cidade serão mais de 7600 empresas afetadas pelas medidas e mais de 12 bilhões de yuans em novos empréstimos.

Já a cidade de Nanjing, na província de Jiangsu, será a primeira a usar blockchain nas medidas de auxílio. Serão distribuídos cupons para consumo com o objetivo de aumentar o comércio local. A cidade fará uso de um sistema de loteria para distribuir 380 milhões de yuans em cupons diretamente para os consumidores. 

Pizza Hut, Carrefour e outras empresas entrando no blockchain

Segundo Tao Jin, pesquisador no Suning Financial Research Institute, os cupons não vão parar apenas na esfera governamental. Segundo ele, a cidade de Nanjing se juntou a centenas de companhias para criar a “União de Consumo Metropolitana de Nanjing”, dentre os membros estão os gigantes Pizza Hut, Didi e Carrefour.

E podemos esperar ainda mais uso de blockchain na China, pois o Partido Comunista desde 2019  puxa pela adocação da tecnologia e quer se tornar o líder em blockchain no mundo.

E parece que a estratégia está dando certo, a China controle 67% da mineração de bitcoin e vem criando apps e outras aplicações com a tecnologia.

Leia também: China deve liderar o desenvolvimento de blockchain, diz presidente chinês