No dia 13 de fevereiro, tivemos mais um desdobramento da história de Craig Wright. Empresário australiano e cientista da computação, Wright alega ter sido o criador do pseudônimo Satoshi Nakamoto, o famigerado criador do Bitcoin.

Depois dos inúmeros desencontros que nosso profeta Wright produziu nos tribunais, como que “tem as chaves da carteira de Satoshi” (spoiler: ele não tem), chegamos a mais um capítulo de sua história.

Em um texto colossal postado em seu blog, similar a um contrato de termos de uso convencional, Wright afirma que possui diversos direitos sobre a “marca e código” do Bitcoin, e que derivações do código original como Bitcoin Core e Bitcoin Cash são uma espécie de “roubo do código original”, e que estariam “violando os direitos de não alterar protocolos originais”.

Em um dos parágrafos, ele chega a afirmar: “Como o único criador do Bitcoin, eu possuo direitos completos sobre o registro do Bitcoin. Pessoas podem criar bifurcações do meu software e fazer versões alternativas. Mas elas não tem direito de alterar o banco de dados da estrutura.”

Wright ainda afirmou ser “muito mais legal antes de envolver juízes no caso”.

A grande ironia é que, logo no começo de sua dissertação (com uma quantidade impressionante de fontes e citações), ele começa por dizer que a “tecnologia do Bitcoin surgiu com a finalidade de evitar tecnocracias de gigantes da indústria”, antes de prosseguir com as “outras afirmações” que mudam totalmente o tom do texto. Estranho, não?

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