Chamado pela mídia de “Rei do Bitcoin”, Cláudio de Oliveira foi condenado na terça-feira (12) por estelionato e crimes contra o sistema financeiro a 8 anos e 6 meses de prisão pela Justiça Federal do Paraná.

Cláudio foi o maior responsável pelo Grupo Bitcoin Banco, que foi composto pelas corretoras de criptomoedas NegocieCoins e Tem BTC. Apesar da aparência de exchanges legítimas, por trás delas funcionava uma espécie de esquema de pirâmide financeira que ficou conhecido como “arbitragem infinita”.

As corretoras do grupo mostravam preços diferentes para o bitcoin (BTC), o que possibilitava que uma espécie de robô de trading garantisse lucros para os investidores. Mas tudo não passava de uma fachada e os lucros não eram reais, similarmente à pirâmide de Madoff.

De acordo com as investigações das autoridades policiais, o golpe foi de R$1,5 bilhão e fez 7 mil vítimas. O negócio só viu um fim em 2019, quando a empresa supostamente sofreu um ataque hacker e pausou os saques dos usuários.

Quando a investigação sobre o suposto ataque cibernético iniciou e a Polícia Civil e o Ministério Público perceberam que o “Rei do Bitcoin” não estava colaborando o suficiente para concluir o caso, passaram a desconfiar de uma invasão falsa para cobrir outros crimes como estelionato.

Oliveira, “um habilidoso estelionatário”, conforme chamou a Polícia Federal, foi condenado a 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa. A sua esposa, Lucinara da Silva Oliveira, foi condenada a 2 anos e 5 meses de reclusão em regime aberto por tentativa de embaraço à investigação.

Johnny Pablo Santos, tido como braço direito de Cláudio, foi absolvido de todas as acusações e o juiz federal determinou que as outras cinco pessoas acusadas de envolvimento na fraude do Bitcoin Banco devem ser julgadas pela Justiça estadual. As informações são do G1.

Cláudio já havia sido preso em julho de 2021 quando a Polícia Federal deflagrou uma operação para desmontar o esquema do Grupo Bitcoin Banco. Segundo a PF, o “Rei do Bitcoin” já tinha uma condenação na Suíça por crimes de estelionato e falsificação de documentos.

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