A web 3.0 promete descentralização, mais liberdade para os usuários e um novo mundo de possibilidades fora do alcance das big techs. Contudo, o sonho de liberdade parece estar se tornando um pesadelo de centralização, segundo  Moxie Marlinspike – criptógrafo e fundador do app de mensagens Signal.

No texto “Minha primeira impressão da web 3.0”, Moxie Marlinspike relata sua experiência na web 3.0. Mas o que seria essa nova web? 

“web3 é um termo um tanto ambíguo, o que torna difícil avaliar rigorosamente quais devem ser as ambições para o Web3, mas a tese geral parece ser que o Web1 foi descentralizada, web2 centralizou tudo em plataformas, e que o Web3 vai descentralizar tudo novamente. web3 deve nos dar a riqueza da web2, mas descentralizada.”, explicou Moxie. 

Criando um aplicativo “descentralizado”

O criptógrafo se aventurou na criação de um aplicativo descentralizado chamado de Autonomous Art, “que permite a qualquer um cunhar um token para um NFT fazendo uma contribuição visual para ele. 

O custo de fazer uma contribuição visual aumenta ao longo do tempo, e os fundos que um contribuinte paga à casa da moeda são distribuídos a todos os artistas anteriores (visualizar essa estrutura financeira se assemelharia a algo semelhante a uma forma de pirâmide).”

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Ele também criou um dApp derivativo de arte, permitindo a troca de ativos que fazem o rastreamento de preço de determinadas obras, conforme os derivativos do mercado financeiro. 

Web 3.0, não tão descentralizada quanto parece

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Ao entrar neste mercado, o desenvolvedor sentiu como funcionava o ecossistema e fez algumas descobertas. 

“Ambos [aplicativos] me deram uma sensação de como o espaço funciona. Para ser claro, não há nada particularmente “distribuído” sobre os próprios aplicativos: eles são apenas sites normais criados em React. A “distribuição” refere-se a onde o Estado e a lógica/permissões para atualizar o estado vivem: no blockchain em vez de em um banco de dados “centralizado”.

Ele também descobriu que carteiras como Metamask utilizam apenas centralizadas de empresas como Infura ou Alchemy, sem qualquer tipo de autenticação dos dados, verificação por parte do usuário ou privacidade. 

Portanto, a descentralização é apenas para “inglês ver”, visto que os clientes não verificam os dados e dependem de plataformas centralizadas, assim como acontece na web 2.0 com Facebook, Google e outras grandes empresas. 

“Isso foi surpreendente para mim. Tanto trabalho, energia e tempo foram para criar um mecanismo de consenso distribuído sem confiança, mas praticamente todos os clientes que desejam acessá-lo o fazem simplesmente confiando nas saídas dessas duas empresas sem qualquer verificação adicional.”, escreveu Moxie. 

NFTs e o tempo está se esgotando

Além do aspecto centralizado da interação com o usuário, o autor criticou como são feitos os NFTs. Boa parte deles inclui apenas um link sem verificação do que a imagem deveria ser. 

Brincando com a situação, o desenvolvedor mudou o a imagem dentro do seu NFT de acordo com o IP de cada usuário que acessava o site ou do user agent. O resultado foi esse:

NFTs
NFTs que mudam de acordo com o usuário

Fora isso, ele também percebeu que carteiras como a Metamask confiam a apresentação de NFTs a chamadas de API de plataformas centralizadas como OpenSea. Dessa forma, quem tem o NFT retirado da plataforma, não é mais capaz de visualizá-lo. 

Elon Musk e outras pessoas concordaram

As impressões de Moxie repercutiram na comunidade do Bitcoin.  O desenvolvedor Matt Corallo afirmou:

“O Bitcoin pode estar em um lugar melhor, mas o artigo também fala sobre as pressões da centralização e como as coisas fluem para ela. O Bitcoin não é imune a isso. UX boa e confiável é difícil. E, não, “todo mundo vai apenas executar um RPi[Raspberry Pi] em casa” simplesmente não vai acontecer. Desculpa.”

Já Elon Musk apenas concordou:

Até mesmo o economista austríaco brasileiro Fernando Ulrich repercutiu o texto no vídeo abaixo:

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