Em outra ação emergencial para conter os impactos econômicos do coronavírus, o Banco Central dos Estados Unidos (FED) anunciou neste domingo novas medidas de estímulo.

A principal delas é a diminuição da taxa de juros para 0, medida que só foi utilizada em 2008 quando a crise do subprime estourou.

Enquanto de um lado o FED corta juros para 0, do outro ele injeta US$700 bilhões recomprando títulos do tesouro. Geralmente isso é feito para aumentar o dinheiro em circulação na economia e estimular a tomada de empréstimos.

Facilitando a vida dos bancos

O Banco Central também anunciou várias outras ações, incluindo a concessão de empréstimos a partir da janela de descontos por até 90 dias e a redução dos índices de exigência de reserva bancária para zero. Além disso, uniu-se a outros cinco bancos centrais para garantir a disponibilidade de dólares em todo o mundo através de swaps cambiais.

Em conjunto com essas medidas, o órgão estatal já havia anunciado nesta quinta-feira a injeção de 1,5 trilhão de dólares e mais 1 trilhão por semana em operações de compras.

“Não será o suficiente”

Contudo, o mercado não recebeu bem esses estímulos até agora. O S&P 500 Futures caiu violentamente -4,78% e a Nasdaq Futures -4,56%.

“Eles não tiveram escolha, mas não será suficiente no grande esquema das coisas”, disse Jeff Mills, diretor de investimentos da Bryn Mawr Trust.

Ou seja, mesmo com ações sem precedentes pelos bancos centrais de todo o mundo, ainda teremos um grande impacto econômico, que ficará evidente no próximo trimestre.

Conforme explicado por especialistas na área de virologia, a pandemia do coronavírus está só começando e os impactos são em grande parte econômicos.