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Henrique Fogaça, famoso empresário e jurado do MasterChef Brasil, revelou nesta sexta-feira que ele é um anarcocapitalista, a mesma ideia adotada pelos primeiros usuários do bitcoin. 

A filosofia política adotada por Fogaça busca o fim do Estado, gerando um regime anárquico. Entretanto, diferente do anarcocomunismo que prega o fim de qualquer hierarquia, o anarcocapitalismo assume que os indivíduos podem voluntariamente trocar bens, ganhar dinheiro e se beneficiar do sistema de troca livre. 

Também chamado de anarquismo libertário, o anarcocapitalismo se consolidou com o filósofo judeu Murray Rothbard que em 1950 estruturou o anarquismo de livre mercado fortemente baseado na propriedade privada e no princípio da não-agressão. 

“Eu defino a sociedade anarquista como aquela em que não há possibilidade legal de agressão coercitiva contra a pessoa ou propriedade de qualquer pessoa. Os anarquistas opõem-se ao Estado, pois tem seu próprio ser em tal agressão, ou seja, a expropriação de propriedade privada através de impostos, exclusão coercitiva de outros prestadores de serviços de defesa em seu território e todos as outras depredações e restrições baseadas nesses dois focos de invasão de direitos individuais.” Murray Rothbard em Sociedade sem um Estado.

Em um sentido amplo, os anarcocapitalistas fazem parte do grupo identificado como libertário, ambos defendem o princípio da não-agressão, os direitos naturais e a eliminação ou diminuição do Estado. Essas são as mesmas ideias engendradas na criação do Bitcoin, como seu próprio criador destacou:

“[O Bitcoin] É muito atraente do ponto de vista libertário, se pudermos explicar corretamente. Contudo, sou melhor com código do que com palavras.” – Satoshi Nakamoto.

Os libertários ganharam um ar tecnológico no começo dos anos 90, quando um grupo de apaixonados por criptografia imaginou que a criação de moedas criptográficas poderia eliminar ou minar a força do Estado. Esse grupo ficou conhecido como cypherpunks e foi em uma lista de e-mail cypherpunk que Satoshi Nakamoto lançou a receita de bolo para o Bitcoin e obteve seus primeiros apoiadores. 

Diferente dos anarcocomunistas, a maior parte dos ancaps busca a destruição estatal por meios pacíficos como sonegação de impostos, uso de criptomoedas, boicote aos serviços estatais e livre comércio.  

Veja também: Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin, era libertário?

Henrique Fogaça anarcocapitalista 

Nesta sexta-feira, os fãs do chefe de cozinha se surpreenderam com as músicas que Fogaça dedicou “à toda classe política” em sua conta no Instagram. “A Farsa: Nojo” foi a primeira publicada em seus stories.

“Eu tenho nojo da sua voz, da sua postura, da sua falácia. Eu tenho nojo, eu vomito na sua decência e me engasgo na sua sanidade. A boca se esforça em dizer bobagem. Muito ensaiado, só pose e imagem. A personagem é maior que a realidade. Finge amizade pra tirar vantagem”, diz a música.

A próxima foi “Horário Político” da própria banda de Fogaça, Oitão, onde chamam políticos de “safados, vermes e imundos”.

Não sabemos exatamente quando, mas a descrição de seu perfil no Instagram também foi alterada para incluir “ANCAP”, abreviação de anarcocapitalista.

Ele também esclarece exatamente o que acha do Estado nos comentários de suas postagens. Em resposta a um usuário que diz que ele “está se libertando”, Fogaça responde que nunca esteve preso.

Na seção de comentários da mesma publicação, outra pessoa disse que “só o anarcocapitalismo salva” e contou com a curtida do Chef.

A revolta dos Chefs 

E Fogaça não é o único grande cozinheiro que está indignado com as políticas estatais. O chef Erick Jacquin, co-apresentador do Masterchef, também demonstrou sua indignação com as decisões arbitrárias dos governos na tentativa de conter a pandemia, mais especificamente na cidade de São Paulo.

Em meados de julho, a prefeitura de São Paulo havia ordenado que apenas mesas com patrocínio de marcas ficassem expostas no terraço para uso dos clientes. 

“A lei não é pra todo mundo?”

Afinal, porque era permitido mesas aglomeradas dentro do restaurante e mesas expostas ao ar livre não? Questionou o chef com a decisão incoerente de Bruno Covas. 

Com isso, a prefeitura queria aplicar uma multa de R$ 35 mil no restaurante do chef por conta de duas mesas ‘irregulares’. Um restaurante familiar ou pequeno comércio conseguiria arcar com uma multa tão alta por conta de uma decisão, no mínimo questionável, da prefeitura?

Graças às medidas autoritárias do governo de São Paulo, muitos restaurantes faliram ou tiveram grandes prejuízos. Como resultado, milhares de cozinheiros, garçons e balconistas perderam seus empregos e agora amargam a miséria, pobreza e não contam mais com o auxílio governamental extinto em dezembro. 

A revolta de Fogaça e outros chefs de cozinha é razoável? Deixe sua opinião nos comentários.

Texto escrito com auxílio de Gustavo Marinho e João Victor.

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