Segundo matéria da Forbes, o Bitcoin passou por um grande teste: o Coronavírus foi importante para conhecer sua real capacidade de ser um hedge (“porto seguro”), um ativo estável em momentos de crise como essas.

Obviamente, obtivemos uma resposta: Bitcoin é tão volátil quanto qualquer outro ativo na economia. Mas isso não significa um fim: talvez, até seja um novo começo.

A matéria exemplifica, várias vezes, sobre as medidas desesperadas do FED de injetar trilhões na economia americana, de pessoas liquidando tudo que conseguem, e, mesmo assim, vemos o Ibovespa, Dow Jones, S&P 500 e o NASDAQ derretendo.

Todas essas práticas, chamadas por alguns até mesmo de desesperadas e irresponsáveis, apenas acentuam a tendência de endividamento massivo de quase todo o mundo.

(In)Vulnerabilidade do Bitcoin?

A Forbes nos relembra, por fim, do surgimento do Bitcoin: durante a Crise de 2008 na bolha imobiliária dos Estados Unidos.

“O Bitcoin foi criado para esses eventos. Bitcoin, Ether e outras redes de criptografia não precisam de resgate ou QE. Eles só precisam de um punhado de servidores para executar, verificar e concluir transações. Bitcoin e outras criptos tiraram o elo mais fraco (nós). Isso apenas o torna mais forte.”

Keld van Schreven, co-fundador e diretor-gerente da empresa de investimentos blockchain KR1

Além disso, bitcoins não podem ser produzidos em massa, artificialmente estimulando a economia através de Bancos Centrais; em vez disso, o aumento da sua oferta é decrescente e previsível.

Por isso tais criptomoedas possuem uma vantagem: independente de sua volatilidade de preços, o “inconsistente é consistente”.