O relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central do Brasil, já vem reduzindo em sequência a expectativa de crescimento da economia brasileira. O governo pretende reduzir mais uma vez a previsão de crescimento. Os cálculos ainda estão sendo feitos, mas a tendência é de baixa em relação aos 2,2% de crescimento anunciado no relatório de março.

A princípio, o novo cálculo do governo deve ficar alinhado com o que é esperado pelo relatório Focus: crescimento de PIB a 1,5% ao ano.

Uma desaceleração do crescimento impacta nas receitas do governo, que consequentemente serão menores. Um novo corte complicaria ainda mais a vida do governo, que viu um corte de R$ 30 bilhões ser muito mal recebido em alguns setores públicos.

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, também afirmou que a situação fiscal do Brasil deve ser tratada como está na realidade: muito ruim. A previsão é que o Brasil tenha défict em 2020, 2021 e 2022.

O governo, diante dessa situação, fica sem muitas alternativas para realizar uma tentativa de aquecer a economia. A restrição fiscal fiscal dificulta qualquer atuação direta do governo na economia, que avalia que o Brasil precisa de uma reforma da previdência no momento.

A reforma da previdência ajudaria a criar um ambiente mais favorável para investimentos de médio e longo prazo que ajudam a aumentar a produtividade da economia brasileira e a criar novos empregos.

Informação da Valor