Gabriel Pato, dono de um dos maiores canais sobre hackers e segurança do Brasil, comentou sobre as urnas eletrônicas e a possibilidade de usar blockchain nas eleições. 

No Flow Podcast desta quarta-feira (12/08), o hacker Gabriel Pato comentou sobre um assunto muito quente, a segurança das urnas eletrônicas no Brasil. A pergunta sobre elas veio de um ouvinte. 

Urnas não são 100% seguras?

Primeiramente, Pato afirmou que não tem base para analisar os problemas e possíveis vulnerabilidades das urnas no Brasil. Contudo, o especialista em segurança não é culpado por essa falta de conhecimento e sim o governo brasileiro. 

“Eu queria poder ter mais propriedade para falar da urna, eu queria que eu tivesse o que consumir de conteúdo para poder julgar se ali é bom ou não” – disse Pato. 

Essa falta de informação acontece pois o governo brasileiro não deixa o código da urna eletrônica aberto para todos os brasileiros auditarem. O Estado confia no método atrasado de segurança por meio da obscuridade.

“Um sistema ou seu componente que depende da obscuridade para se ter uma camada de segurança pode ter vulnerabilidades teóricas ou reais, mas seus desenvolvedores ou proprietários acreditam que, se as falhas não são conhecidas, o sistema ou componente está livre de ataques.

O que a definição acima quer dizer é que os desenvolvedores tentam codificar suas aplicações de forma secreta com o pensamento de que ninguém vai ser capaz de encontrar tais vulnerabilidades que venham a existir e apesar de que a segurança por obscuridade é uma grande furada, grandes corporações continuam utilizando tal técnica.”, afirmou o investigador forense Júlio César em texto para o site Infosec.

Para o hacker, o governo deveria abrir o código da urna. “Quem quiser testar, testa. Quem quiser emular, emula.” – completou Pato. Ele também afirmou que nenhum sistema é 100% seguro, inclusive o da urna. 

Blockchain poderia ser uma boa ferramenta?

Ao ser questionado por Monark se o blockchain poderia ser uma boa ferramenta, Gabriel disse que “talvez sim”, destacando a importância de descentralizar um sistema para diminuir o risco de algum erro crítico que poderia ocorrer em um sistema centralizado. 

Nós do Cointimes já discutimos como seria o uso do blockchain nas eleições nos seguintes textos:

Veja o vídeo completo nos Cortes do Flow:

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