O mercado mostra um certo alívio após a reunião de Bolsonaro com ministros, na qual o presidente demonstrou foco total na reforma e na pacificação e melhor entendimento com Rodrigo Maia. Enquanto isso, o presidente da câmara prometeu “blindar a reforma“.

A Folha informou que Maia se comprometeu com a não aprovação de pautas bombas e não dar andamento a pedidos de impeachment que poderiam ocorrer. Mas ele indicou que o governo deveria colocar ordem na casa, começando pela base.

Mesmo com alívio, investidores seguem de olho no ambiente de tensão política que foi instalado, principalmente durante o fim de semana, após troca de farpas entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia.

A tranquilidade quase foi abalada com o cancelamento da ida de Guedes à CCJ. O ministro tomou a decisão após ser aviso que haveria um esvaziamento da comissão. Com o cancelamento da sua ida, Guedes evita ficar exposto à sabatina da oposição.

Esse esvaziamento ocorreu por conta da insatisfação de líderes de partidos independentes ao governo, que articularam um boicote ao debate com o ministro.

O Ministro da Economia alegou que a ida de Guedes à CCJ só será mais produtiva com a definição do relator.

No momento, Ibovespa está cotado a 95 mil pontos, com uma alta de 1,4%. Dólar volta a subir e está cotado a R$3,86. Cenário externo ajuda: Dow Jones e SP 500 chegaram a ter alta de 1%.

Sobre a invesão da curva de juros, que geralmente serve como indicativo de recessões, o Goldman Sachs buscou minizar a ameaça. Janet Yellen, ex-chairwoman do FED, afirmou que a inversão da curva de juros pode sinalizar necessidade de corte na Fed Funds Rate.