A Fidelity Digital Assets, subsidiária da maior empresa de investimentos americana Fidelity Investments, publicou um relatório sobre o Bitcoin destacando os benefícios do BTC e as oportunidades para quem está investindo no criptoativo.

No relatório de 20 páginas, a Fidelity Digital Assets deixa claro o potencial do bitcoin ao dizer que “investir em bitcoin hoje é semelhante ao investimento no Facebook, quando tinha 50 milhões de usuários com potencial para crescer para mais de 2 bilhões de usuários que possui hoje”.

O Facebook chegou a 50 milhões de usuários em outubro de 2007, três anos após sua fundação, na época a companhia valia no máximo algumas dezenas de milhões, hoje, a rede social é avaliada em US$633 bilhões.

Quem investiu no Facebook também está investindo no Bitcoin:

A analogia da Fidelity serve para mostrar o potencial do Bitcoin. Inclusive, os mesmos investidores que começaram a colocar dinheiro no Facebook também estão investindo fortemente no Bitcoin.

Os irmãos Winklevoss, que acusaram Mark Zuckerberg de roubar a ideia do Facebook, hoje têm bilhões em criptoativos, além de uma exchange de criptomoedas e até mesmo uma stablecoin usada globalmente.

Até mesmo o primeiro grande investidor do Facebook, Peter Thiel, está investindo pesadamente em criptomoedas. Peter investiu US$50 milhões na empresa de mineração com energia renovável Layer1.


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E o Bitcoin pode crescer muito mais de acordo com a Fidelity.

Como o Bitcoin pode crescer ainda mais?

Segundo o relatório, uma das belezas do Bitcoin é que seu sucesso não é predito por servir um propósito único. Mas mesmo focando na sua utilidade como reserva de valor, o seu potencial é altíssimo.

A pesquisa feita pela Fidelity descobriu que muitos investidores consideram que a criptomoeda tem características de uma boa reserva de valor, faltando somente a ampla adoção. A principal e inovadora característica do Bitcoin como reserva de valor é a sua escassez digital infalsificável.

Ao comparar o investimento em Bitcoin hoje com investir no Facebook quando ele tinha apenas 50 milhões de usuários, a Fidelity afirma:

“Isso é motivado pela ideia de que o bitcoin oferece uma vantagem assimétrica. Se o bitcoin for amplamente adotado pelos investidores institucionais e de varejo como uma reserva de valor, a vantagem poderá ser substancial em relação ao investimento inicial. Hoje, o bitcoin é relativamente novo e possui uma demanda básica estreita em comparação com uma reserva global de riqueza como o ouro.”

O Bitcoin, no entanto, oferece vantagens significativas em relação ao ouro, como a facilidade de liquidar o ativo em rapidamente em qualquer lugar do mundo a qualquer hora do dia. O único preço a se pagar por isso é uma volatilidade maior, mas que tende a diminuir conforme a adoção aumenta.

Considerando a firme escassez do Bitcoin, a próxima onda de adoção pode ser impulsionada pela constante inflação das moedas fiduciárias. A longo prazo, elas tendem a sempre perder valor e isso pode ser catapultado pelas medidas sem precedentes dos bancos centrais durante a pandemia de Covid-19.

Por fim, um dos mais importantes catalisadores do boom do Bitcoin pode ser a transferência de riqueza da geração passada para a atual através de heranças ao longo do tempo.

Essa nova geração deve receber uma das maiores transferências de riqueza da história da humanidade. São estimados que cerca de 68 trilhões de dólares passarão de pais para filhos nos próximos anos, e eles estão cada vez mais dispostos a investir em ativos digitais.

Segundo Nate Geraci, presidente da consultora de investimentos ETF Store, cerca de 90% de seus clientes “millennials” disseram que preferem bitcoin ao ouro.

Mas qual o potencial real de crescimento do Bitcoin? O Ark, respeitado fundo de investimentos de Wall Street, acredita que o ativo pode chegar a US$ 3 trilhões, veja os motivos.

*Feito com auxílio de Gustavo Marinho