Uma possível falha em controlar o avanço da inflação nos EUA ameaça manter o período de baixa do Bitcoin e demais criptomoedas.

As mudanças inflacionárias discutidas pelo Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) em reuniões próximas deverão ter impacto significativo no mercado de criptomoedas. O Bitcoin, que segue um momento de baixa, pode sofrer ainda mais.

Com o novo balanço da inflação, que chegou a uma máxima de 40 anos em 9,1%, a moeda rompe a cunha de alta com implicações baixistas e pode buscar uma meta bem abaixo dos 19.000 dólares.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), indicador que mede a variação dos preços de bens e serviços para determinar o custo de vida do consumidor, é um dos principais responsáveis, já que o seu crescimento, decorrente de uma alternativa para frear o avanço da inflação, leva à alta do dólar.

Após a reunião de hoje (13) sobre o IPC, o Fed deve perceber que sua tentativa de controle da inflação não está surtindo efeito a curto prazo, e provavelmente será efetivado um novo aumento na taxa de juros em reunião do dia 27. Se o aumento for superior aos 0,75% esperados, o Bitcoin pode retornar à zona dos 17 mil dólares ou pior.

De acordo com a Bloomberg, economistas veem uma chance de um terço do aumento das taxas de juros nos EUA ser de 1%, o que causaria um impacto ainda mais negativo nos mercados financeiros e ativos vistos como arriscados.

gráfico do bitcoin

Devido à valorização do dólar e dos títulos públicos americanos, muitos investidores têm migrado para um caminho ”mais seguro” na tentativa de preservar capital, alocando seus patrimônios em rendas fixas para se livrar das volatilidades recentes e do medo da recessão.

Com isso, os investimentos voláteis como o Bitcoin tendem a perder valor. Isso pode impactar ainda mais os mercados e trazer a moeda abaixo da linha dos 17 mil dólares!

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