A maior rede de cinemas do mundo, AMC, anunciou que passará a aceitar Bitcoin como meio de pagamento ainda neste ano.

O CEO da empresa, Adam Aron, divulgou a notícia durante a divulgação de resultados ao mercado no início desta semana.

Com isso, o Bitcoin começa a ser associado a mais uma grande empresa norte-americana listada na NYSE, o que ajuda muito a dar mais gabarito à criptomoeda.

No começo de 2021, tal qual o que aconteceu com a Gamestop, as ações da AMC ganharam um forte impulso da comunidade de investidores do Reddit, em especial, do grupo WallStreetBets. Até a criptomoeda Dogecoin também surfou essa onda, valorizando bastante após as ações do grupo.

Independente do que aconteceu nesse passado recente, o episódio pode ter despertado na empresa um sentimento de necessidade de inovação, dado o grande volume de novos investidores.

No ano (YTD), as ações da AMC Entertainment Holdings Inc. acumulam alta de 1.581,59%.

Novas oportunidades

Após um início de ano bastante agitado, com reforço de investidores desconhecidos em seus papéis, a empresa agora busca novas formas de lucrar no seu próprio mercado, e parece querer acompanhar uma tendência que vem sendo cada vez mais comum por grandes empresas: a aceitação de formas alternativas de pagamento.

Uma dessas novas formas deve ser a aceitação do Bitcoin, que deverá iniciar-se ainda em 2021, para pagamento de ingressos nas lojas da empresa.

Segundo o Bitcoin Magazine, até o pagamento de outros produtos será possível também. Ou seja, pipocas, bebidas e doces também poderão ser comprados com a criptomoeda.

O CEO da AMC ainda declarou que estuda o mercado cripto para encontrar mais possibilidades e oportunidades para o seu negócio. Mesmo assim, apenas o Bitcoin será aceito neste momento inicial da entrada da empresa no setor, ainda que não tenha sido divulgado exatamente como isso deverá ser feito.

A AMC possui cerca de mil unidades de cinemas pelo mundo. Entretanto, essa novidade por enquanto deverá ficar restrita às unidades nos Estados Unidos.

Mercado afetado

Com a pandemia, o mercado de cinema como um todo foi um dos que mais sofreram nos últimos meses, e os números do cinema andavam mal até pouco tempo atrás.

Em abril e maio de 2019, houve 47 lançamentos de filmes nos EUA. No mesmo período, em 2021, foram lançados apenas 20 (sendo 11 deles da Netflix, que não contribui para o cinema físico de forma direta).

Segundo a empresa de pesquisa de mídia MoffettNathanson, as vendas de ingressos caíram cerca de 52% (-5,5 bilhões de dólares) em 2020.

No sentido oposto, observa-se o crescimento forte de Drive-ins, entretenimento caseiro (como o próprio Netflix), e a indústria de animação (que não precisa de cenário físico).

Agora, com a reabertura de várias grandes economias, esses números estão voltando a melhorar.

Criptomoedas no cinema

Ligando os fatos, é possível se criar uma hipótese de que a empresa pode estar apostando no bitcoin, dentre outros motivos, para tentar levantar um mercado que estava, digamos, adormecido. Seja isso apenas por motivos de maior variedade de tipos de pagamentos aceitos, ou até por força da comunidade ao redor das criptomoedas, que com sua grandeza e organização, são capazes de ajudar a levantar vários mercados.

Nesse período complicado, porém, também existiram alguns cases de sucesso, como o do documentário do Monero, por exemplo. Ele ficou em primeiro lugar nas bilheterias americanas na semana de seu lançamento.

Será a força do bitcoin e de sua comunidade capaz de ajudar a reerguer a gigante do cinema? 

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