A revolução no mercado de pagamentos não para, seja com o bitcoin ou com grandes empresas as inovações parecem sair de filmes de ficção científica.

Dessa vez, Ajay Bhalla (CEO da Mastercard) revelou ao mundo que está testando com companhias de viagens (trem, metrô e ônibus) maneiras pitorescas de autenticar usuários e fazer pagamentos.

“Estamos trabalhando com organizações de transporte em que seu rosto ou maneira de andar o autenticarão.

A maneira como você segura seu telefone, qual ouvido você usa e como seus dedos tocam nos botões são únicos de cada indivíduo. Temos testado batimentos cardíacos, tecnologia de veias e a maneira como as pessoas andam para fazer autenticação. ”, afirmou Ajay.

A tecnologia que identifica a pessoa de acordo com seu jeito de andar não é muito usual. Ela utiliza diversos circuítos de câmeras para identificar os passageiros quando eles se aproximam das catracas.

Enquanto o indivíduo se aproxima do obstáculo, o sistema já identifica quem é a pessoa, faz o débito na conta do usuário e deixa ele passar na barreira.

Biometria comportamental ganha força

A biometria já está presente nos celulares de milhões usuários, seja por meio do reconhecimento de iris, digitais e até facial.

Contudo, toda essa tecnologia não tem evitado que hackers utilize de métodos para contornar essas medidas de segurança. Conforme dados divulgados pelo FBI, mais de 3,5 bilhões de dólares foram perdidos apenas em 2019 por conta de criminosos virtuais.

Por isso, não apenas a Mastercard, mas diversas empresas têm investido pesado na criação de novos sistemas, mais seguros e simples de serem usados.

É o caso da Biocatch, uma empresa que busca fazer autenticação de usuários online se baseando em mais de 2000 mil parâmetros comportamentais.

Esses novos sistemas de autenticação combinam a tecnologia de biometria que vemos todo dia com o comportamento único de cada ser humano, seja ao andar, falar ou teclar.

Problemas de privacidade?

Apesar da grande facilidade e possível maior segurança com a biometria comportamental, alguns ativistas alertam sobre os riscos que essa tecnologia pode causar à privacidade.

A identificação e rastreamento pode virar uma arma nas mãos de regimes autoritários.

Um bom exemplo é o sistema de crédito social da China. Nele os usuários são recompensados por agirem de acordo com o que o Partido Comunista deseja.

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Assim como outras tecnologias, a biometria comportamental pode facilitar a vida de milhões de pessoas, mas se usada de maneira errada pode levar a sérios problemas de privacidade.

Veja mais detalhes sobre as revelações do CEO da Mastercard na entrevista completa à Stanford Graduate School of Business: