O Mercado Bitcoin demitiu 90 pessoas em 1 dia, a Gemini demitiu 10% da sua equipe, e elas não são as únicas corretoras a realizarem cortes severos. O inverno cripto chegou às corretoras.

As empresas de tecnologia e fintech demitiram mais pessoas de seus empregos em maio de 2022 do que em todo o resto do ano juntos, de acordo com uma pesquisa realizada pela Challenger Gray & Christmas.

Em relação às fintechs de criptomoedas, há uma relação forte entre a baixa do mercado e as demissões em massa. Se há uma coisa que as altas anteriores das criptos ensinaram às exchanges, é de que elas devem se preparar antecipadamente para um forte aumento na demanda de seus serviços, porém nem sempre é o que acontece.

Após a alta histórica de US$ 69 mil em 10 de novembro de 2021, o mercado esfriou e vem enxergando queda. Desde a sua maior cotação, o bitcoin (BTC) viu uma correção de 56,82%, segundo dados do Coingolive.

Para o Mercado Bitcoin, os cortes recentes em empresas de tecnologia, incluindo as 90 demissões da sua corretora, aconteceram por uma mudança do panorama financeiro global. A alta de juros e da inflação, por exemplo, afastam os investidores de ativos vistos como arriscados.

“Assim, o cenário exigiu ajustes que vão além da redução de despesas operacionais, tornando-se necessário também o desligamento de parte de nossos colaboradores. O processo que realizamos foi pautado pela transparência e respeito, de modo a honrar o legado de cada colaborador que nos ajudou a chegar até aqui.

Aos colegas nos deixam hoje, foi oferecido um pacote de benefícios para apoiá-los pessoal e profissionalmente, que vai desde ajuda para recolocação no mercado, até manutenção do seguro saúde por um período determinado.”, disse a corretora brasileira em nota.

Gemini, Bitso, Buenbit e Coinbase também sentem as consequências do inverno

Como afirmamos anteriormente, o Mercado Bitcoin não foi a única corretora a mandar pessoas embora. A americana Gemini, criada pelos irmãos Winklevoss, realizou o seu primeiro corte de empregos, deixando 10% da sua equipe para trás.

Em nota aos funcionários, a corretora afirmou que entrou na “na fase de contração”, período que “nossa indústria chama de inverno cripto”. “Tudo isso foi agravado pela atual turbulência macroeconômica e geopolítica. Nós não estamos sozinhos.”

A exchange argentina BuenBit realizou um corte proporcionalmente maior, até 50% do seu pessoal, também culpando um “novo contexto global”. O CEO da empresa, Federico Ogue, afirmou que a BuenBit deveria pausar seu plano de expansão internacional para se manter sustentável.

A Bitso, exchange mexicana que opera também no Brasil, chegou a demitir 80 funcionários. A justificativa envolve as necessidades de longo prazo da companhia, do mercado e da indústria.

Enquanto isso, a Coinbase, única corretora de criptomoedas listada em bolsa de valores até o momento, anunciou que estava freando suas admissões para se preparar para o novo momento de mercado.

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