Um processo envolvendo o Mercado Bitcoin pede milhões de reais. Buscamos os fatos para te informar sobre ele.

Vamos explanar os fatos, pois até o processo teve que explicar o que faziam e quais são as partes envolvidas e como tudo se desenrolou, entenda.

O Bitcoin Rain teve início em 10/10/2011, tentando alcançar 200 pessoas com 1 BTC cada, prometendo de 9 a 12% em 1 mês, cobrando 0,6% sobre o investimento de taxa. E tinha como objetivo, além de gerar altos lucros,  “difundir o bitcoin como forma de investimento confiável e segura.”

Para não restar dúvidas de que o Mercado Bitcoin estava envolvido com o suposto ponzi, argumentam os advogados que o esquema foi anunciado em “www.mercadobitcoin.com.br” com o título de  “Projeto dos Títulos do Mercado Bitcoin foi adiado!” em 11 de dezembro de 2011.

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“Após perceber que seus clientes fariam muitos depósitos no Grupo de Investimento, o Réu LEANDRO (que ficou poucos meses como sócio do Mercado Bitcoin) criou um único endereço Bitcoin (13NwrGNidUubhR7vKZRF8fqzKFvHQtcMWP), pertencente à mesma carteira do Mercado Bitcoin.

Art. 1.025 CC. O sócio, admitido em sociedade já constituída, não se exime das dívidas sociais anteriores à admissão.”

Todo ponzi tem um fim?

Ainda em janeiro de 2013, convencidos de que os Réus seriam confiáveis, os investidores fizeram as primeiras injeções financeiras no Grupo de Investimento, no montante aproximado de 2.246,7811916 bitcoins.

Ocorre que, em 23/03/2013, os investidores fizeram um pedido de retirada de um montante expressivo do Grupo de Investimentos, o que não foi atendido.

Surpreendentemente, logo após o pedido de retirada, em 28 de março de 2013, o Réu LEANDRO postou uma mensagem no fórum https://bitcointalk.org, com o título “Problema no Mercado Bitcoin”, alegando ter ocorrido uma “falha de segurança” no site da exchange.

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O Mercado Bitcoin supostamente foi hackeado e o atacante levou vários bitcoins do site, enquanto Leandro dizia que precisava realizar uma viagem, e portanto deixou os bitcoins do fundo de investimento “salvos” no Mercado Bitcoin.

A história foi resumida em um organograma feito pelos advogados do autor do processo.

O [parecer técnico] confirma que os Autores (processo) transferiram os Bitcoins ao Réu LEANDRO, então representante legal do MERCADO BITCOIN que, por sua vez, os transferiu para conta gerida pelo MERCADO BITCOIN, sendo certo que as operações do MERCADO BITCOIN são, atualmente, de responsabilidade da Ré MERCADO BITCOIN“, resume o processo.

Grande demais para quebrar?

A expressão “too big to fail” pode ser traduzida por “grande demais para falir” notabilizou-se em 2008 com a crise financeira, com a quebra do banco Lehman Brothers por falta de liquidez.

No Brasil, vivemos a Lava Jato e um mar de lama envolvendo as maiores empreiteiras do país. Acredito que estas empresas sempre apostaram no jargão “too big to fail“, pois não são transparentes com seus clientes e investidores, assim como a famigerada OGX, de Eike Batista.

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São grandes demais para quebrar, mas um dia quebram e os investidores perdem todas suas economias.

Veja também: Mercado Bitcoin exige comprovante para liberar saques, e agora?

Direito de resposta

O Mercado Bitcoin afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só comenta fato novo.

Procuramos o Leandro C., mas o mesmo não foi encontrado para dar suas versão do caso, até o momento da publicação.

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Procuramos também o autor Thiago C. M., mas não conseguimos contato com o mesmo, até o momento da publicação.


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