O Príncipe Philip, da Sérvia e Iugoslávia, disse em um podcast que é muito provável que monarquias de países do Oriente Médio se interessem por adotar Bitcoin.

Bitcoin pode ser o dinheiro de países muçulmanos 

A Lei de Sharia (Xaria) é o direito islâmico. Um conjunto de regras derivadas de doutrinas do Alcorão e do hadith, que norteiam a vida em países muçulmanos e de seus seguidores espalhados ao redor do mundo.

De acordo com o Príncipe Philip, da Sérvia e Iugoslávia, a Lei de Sharia proíbe relações financeiras que envolvem débito, dívidas e promessas de pagamentos – sendo necessário relações financeiras de pagamentos à vista e favorecendo a utilização de dinheiro forte, como ouro, commodities e agora o Bitcoin (BTC).

O sistema fiduciário (fiat) atual, nada mais é do que um grande sistema de débito financeiro, onde existe a promessa de valor definida por decretos de governos e relações de débito entre os intermediários custodiantes, como bancos e fintechs.

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Desta forma, Philip acredita que tudo o que falta é o conhecimento a respeito do Bitcoin chegar até as grandes Monarquias do Oriente Médio, apresentando a moeda de Satoshi Nakamoto como solução de dinheiro forte e “à vista”, contra o sistema financeiro baseado em débito e, portanto, proibido pela lei muçulmana.

O Príncipe da Sérvia e Iugoslávia disse que a adoção do BTC por estes países muçulmanos pode ocorrer a qualquer momento e, quando ocorrer, deverá ainda desencadear uma série de adoções subsequentes, conforme eles apresentem a solução entre si.

“De acordo com suas leituras, para o Alcorão, a verdade é que o Bitcoin é o dinheiro perfeito. É apenas uma questão de tempo até que alguém explique isso para eles, ou eles expliquem para si mesmos, e embarquem.”

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Assista o trecho do episódio:

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