A situação no mercado de criptomoedas piorou nas últimas 24 horas, quando o bitcoin caiu para menos de US$ 60.000 pela primeira vez desde o final de outubro, segundo o CoinGoLive

Com exceção de algumas, a maioria dos altcoins também sangrou, com enormes quedas nos preços de Ethereum (ETH), Binance Coin (BNB), Solana (SOL) e Cardano (ADA). 

Confira no Resumo de Mercado de hoje também a persistência da inflação, que impulsiona o ciclo de alta dos juros, particularmente em países emergentes, como o Brasil. 

Bitcoin forte suporte CoingoLive
Ranking de Criptomoedas – Fonte: CoinGoLive.com.br 

Bitcoin tem forte suporte em US$ 57 mil, segundo analista

Comentando sobre a dinâmica do mercado de criptomoedas, Edul Patel, CEO e cofundador da Mudrex, uma plataforma de investimento em cripto, disse: “As últimas 24 horas permaneceram maciçamente voláteis para o mercado de criptomoedas.” 

“As principais criptomoedas tiveram liquidações e realização de lucro de algumas moedas antigas da rede. O Bitcoin caiu para US$ 58.000 e depois recuperou mais ”, acrescentou.

“Ao longo das próximas 24 horas, os mercados devem permanecer voláteis, com US$ 57.000 sendo um forte suporte para o Bitcoin.” 

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Neste momento, o Bitcoin está sendo negociado a US$ 60.150 – R$ 333.500 nas principais corretoras brasileiras, com 0,27% de alta em um dia. Sua capitalização de mercado está acima de US$ 1,1 trilhão.

A persistência da inflação

Enquanto persistem as pressões inflacionárias tanto em economias de mercados emergentes quanto no mundo desenvolvido, a diferença nas respostas dadas pelos bancos centrais têm aumentado e também se diferenciado.

A aceleração do ciclo de alta dos juros nos países emergentes tem sido cada vez mais um problema. Já os bancos centrais de países desenvolvidos mantêm uma postura mais observadora, mesmo diante da volatilidade dos mercados, que têm precificado uma retirada cada vez mais rápida dos estímulos monetários.

“Com as políticas altamente acomodatícias e as recuperações ainda longe de serem concluídas, os bancos centrais estão em uma posição difícil. Não é surpreendente que a resposta deles mostra uma divisão clara entre os bancos centrais de mercados desenvolvidos e os de mercados emergentes”, disseram os economistas Bruce Kasman, Joseph Lupton e Michael Hanson, do J.P. Morgan ao Valor

Para eles, o mercado confia nas expectativas de inflação dos países desenvolvidos, e por isso, os BCs têm mais paciência. Por outro lado, as autoridades monetárias de mercados emergentes têm avançado no ciclo de elevação de juros. Algumas, inclusive, optaram por surpreender os mercados recentemente e aumentar as taxas em níveis mais fortes do que os precificados nas curvas de juros.

Um estudo realizado pelo economista Gabriel Sterne, da Oxford Economics, tenta identificar quais bancos centrais de mercados emergentes estão à frente ou atrás da curva.

Ao levar em consideração elementos como a sensibilidade das políticas ao mercado de câmbio e as mudanças na inclinação da curva de juros – ou seja, a diferença entre as taxas longas e as mais curtas -, o economista observa que os BCs da República Tcheca, do Brasil e da Hungria são os que mais estão acelerando no ciclo de alta dos juros.


A ansiedade dos mercados em relação ao início das políticas de retirada de estímulos em economias avançadas, acontece ao mesmo tempo em que a inflação dispara ao redor do globo.

Altcoins sangram

A maioria das altcoins também sangrou hoje. Ethereum (ETH),atualmente é negociada acima de US$ 4.200. A segunda maior criptomoeda do mercado perdeu 11,18% em uma semana, segundo o CoinGoLive. 

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O resultado das principais altcoins nas últimas 24 horas é o seguinte: Ethereum (-0,72%), Binance Coin (-3,92%), Solana (-2,59%), Cardano (-1,13%), Ripple (+1,13%), Polkadot (+0,58%), Dogecoin (+0,11%), Shiba Inu (+0,28%), Avalanche (+12,10%) e Terra (-3,58%). 

A capitalização de mercado acumulada de todas as criptomoedas ainda está abaixo de US$ 2,8 trilhões nesta quarta-feira.


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