Recentemente os bitcoiners parecem cada vez mais obcecados pelo apoio institucional de Wall Street, que nunca de fato se concretizou, embora evidências mostrem que isso esteja chegando aos poucos.

Na esperança de alcançar os grandes investidores, bilhões de dólares já foram investidos em infraestrutura na esperança de recebê-los, como foi o caso da Bakkt, que resultou em uma tração bem menor do que a esperada.

“O investimento institucional em criptomoeda há muito é considerado a barreira mais significativa entre o Bitcoin e uma capitalização de mercado multi-trilionária”, lê o relatório de Ryan Watkins, analista da Messari.

E se os investidores institucionais investissem 1% em BTC?

Para complementar o relatório, Watkins perguntou em seu twitter como seria se os investidores institucionais seguissem Paul Tudor Jones e alocassem uma “porcentagem baixa de um dígito” ao Bitcoin.

Usando as melhores estatísticas disponíveis, isso foi o que ele descobriu: centenas de bilhões, se não trilhões de dólares, fluindo para o mercado de Bitcoin.

Fluxo em bilhões de dólares para o bitcoin.
Fluxo em bilhões de dólares para o bitcoin.

Mas fluxos de entrada e saída de um ativo não resultam necessariamente em movimentos de 1 para 1 na cotação, na verdade eles podem ser amplificados em movimentos de preço muito maiores.

Segundo Watkins, embora seja difícil de estimar, dependendo das suposições, uma alocação institucional agregada de 1% ao Bitcoin pode facilmente levar o mercado de Bitcoin acima de US$ 1 trilhão, ou acima de US$ 50.000 por BTC.

Isso representaria um aumento de quase 6 vezes no valor de mercado da criptomoeda, considerando o marketcap atual de US$ 168.48 Bi, de acordo com dados do CoinGoLive.

Mas por que os institucionais devem investir em Bitcoin?

A comunidade de criptomoedas foi surpreendida mês passado com a notícia de que o gigante investidor pioneiro em fundos hedge Paul Tudor Jones estaria começando a investir em BTC.

Ele enxergou valor na segura escassez do criptoativo e explicou em um relatório que iria começar a aportar em Bitcoin para proteger o seu fundo da inflação.

Embora a frustrada expectativa de que os institucionais fossem adotar o Bitcoin tenha feito o preço explodir e cair de volta ao final de 2017, essa narrativa tem ganhado ainda mais força agora.

Além disso, em alocações diversificadas de portfólio, ter uma parcela em Bitcoin tem se provado extremamente lucrativo. Adam Pokornicky, um consultor de investimento licenciado, apontou:

“Utilizando a teoria moderna do portfólio e procurando o portfólio ideal ao longo da fronteira eficiente, todo portfólio de múltiplos ativos e portfólio de 60%/40% que incluísse pelo menos uma alocação de 1 a 10% [em bitcoin] teve melhor desempenho em uma base de retorno absoluto e ajustado ao risco do que carteiras sem.”

teoria moderna de portfolio
Bitcoin ofereceu bons retornos em carteiras balanceadas

Para dar ainda mais motivos para comprar Bitcoin, Pokornicky, parceiro da Digital Asset Investment Management, uma gestora de recursos da Califórnia, pontuou que:

  • Bitcoin é o ativo com melhor desempenho na última década;
  • A compra de Bitcoin e “hodling” é lucrativa por 3853 dias, de um total de 4134 dias (93,2% do tempo);
  • Se todo milionário do mundo quisesse possuir um Bitcoin, não seriam capazes de possuir nem 0,3 BTC cada um;
  • Além disso, o valor do Bitcoin não está vinculado ao dólar, é definido por oferta e demanda. Sua oferta fixa e a demanda ilimitada em potencial foram projetadas para aumentar [o preço da criptomoeda].

Por fim, como os benefícios do Bitcoin são extremamente evidentes em tempos de incerteza, é provável que atraia ainda mais investidores institucionais.

Bitcoin pode não precisar de instituições para ter sucesso.

Mas a realidade é que o sucesso de uma reserva de valor é medida em preço.

E se o Bitcoin for se tornar uma reserva de valor global, vai precisar convencer os investidores institucionais a transferirem suas riquezas para o ativo.

Ryan Watkins, pesquisador da Messari.