A CryptoBRL ou cBRL é um token no blockchain da rede Ethereum, pareado com o Real brasileiro. Mas o que isso significa?

Primeiramente isso significa que para cada moeda CryptoBRL existe o equivalente em Reais no banco. Ou seja, R$1 é igual a 1 cBRL. Chamamos isso de uma stablecoin.

Outro ponto importante do projeto é o uso do blockchain para registro das transações, possibilitando o funcionamento do sistema 24/7 e sem interrupções. Além do mais, usando a tecnologia do Ethereum, é possível a integração com milhares de carteiras e outros serviços.

Onde usar e guardar CryptoBRL?

Dessa forma fica fácil usar a CryptoBRL em diversos ambientes. Por exemplo, essa stablecoin já é aceita na corretora descentralizada Bisq, na agregadora de preços Biscoint, também no serviço de pagamentos em boleto Kamoney e há planos para integração na carteira Bitfy.

Além de todos os serviços acima, a CryptoBRL pode ser armazenada em carteiras de criptomoedas como a MyEther Wallet, Trust Wallet, na hardware wallet Trezor e qualquer carteira que aceite tokens ERC-20.

E de que forma isso pode te ajudar?

Bom, ao usar a cBRL você poderá transferir valores equivalentes em reais em questão de segundos, sem receios de variação de preço em BRL e não precisando respeitar horários bancários. Para os arbitradores isso é um paraíso, a negociação de bitcoins e tokens na rede Ethereum é simplificada.

Fora que agora ficou fácil carregar e transferir grandes quantidades de dinheiro praticamente sem restrições.

Testando o CryptoBRL

Testamos o CryptoBRL no vídeo abaixo, no qual você encontrará também um review completo sobre a primeira stablecoin brasileira no blockcchain da Ethereum.

cBRL é seguro?

Enquanto o uso do cBRL é inegavelmente vantajoso para traders, arbitradores e até mesmo usuários comuns que querem transparência e velocidade nas transações, a grande questão é se o projeto é realmente seguro.

Ao analisar uma stablecoin estabilizada com fiat precisamos ter certeza de 2 pontos:

  1. A quantidade de moedas em circulação é equivalente a que está no banco?
  2. Quem me garante isso? Quem são os auditores da stablecoin?

Dentre todos os projetos de stablecoin que conhecemos, nenhum deles é mais transparente que a CryptoBRL. Enquanto a maioria dos projetos usa uma grande instituição para conferir os valores no sistema, o CryptoBRL usa um sistema um pouco mais descentralizado, portanto, mais resistente a fraudes.

Diversas pessoas, empresas e canais de divulgação que usam a CryptoBRL são também responsáveis pela auditoria dos valores, inclusive, o Cointimes é uma delas.

Como é feita a auditoria?

Foram gerados exatamente 1 bilhão de tokens no blockchain do Ethereum e como a criptomoeda é transparente, basta ver isso no blockchain. Ou seja, não teremos mais do que 1 bilhão de moedas em circulação.

auditoria

Contudo, boa parte desse dinheiro fica em uma carteira que usa um sistema de multi-assinatura com 5 chaves, garantindo segurança superior no momento da gestão dos fundos.

Os tokens só saem dessa carteira se o valor equivalente em Reais entrar na conta bancária do projeto. Isso significa que a cBRL sempre precisará de um valor igual ou maior de Reais na sua conta bancária.

Ao utilizarmos uma API bancária de leitura para consultar o saldo bancário, pudemos comprovar que eles têm mais do que o necessário para pagar os mais de R$100 mil emitidos, conforme mostrado no vídeo.

Outras empresas como a Alterbank, Biscoint, Bizanc também fizeram a auditoria e comprovaram os valores, segundo a página de auditoria da CryptoBRL.

Quem são as pessoas por trás do projeto?

Outro ponto a levar em conta sobre o projeto são as pessoas envolvidas. Elas são honestas? Têm experiência no mercado de criptomoedas e finanças?

São perguntas importantes. Conforme o Isac fala no vídeo do começo do post, a CryptoBRL é um projeto que foi iniciado por empresas de renome no mercado de criptomoedas, como a Biscoint e a Bitpreço.

Ou seja, não temos motivos para desconfiar da idoneidade dessas instituições.

O projeto tem futuro?

Com certeza. Se o projeto continuar com esse nível de transparência é possível que ele se torne maior do que esperamos.

Ao olharmos as stablecoins pareadas em outras moedas como dólar e euro, veremos que há bilhões de dólares circulando por meio delas. Claro, a economia brasileira é menor que a da União Europeia ou dos EUA, entretanto, nosso mercado de criptomoedas é grande e tem muito a crescer.

Com a adoção cada vez maior da cBRL, o projeto pode ter um papel essencial na popularização do uso de criptoativos no Brasil, facilitando a compra de Bitcoin, Ethereum e o uso do blockchain.

E aí, o que você da CryptoBRL? Já testou seu funcionamento?