Temer, o vampiro brasileiro

O governo de Michel Temer foi eficiente em limpar as loucuras econômicas feitas durante o mandato de Dilma Rouseff. Guido Mântega, ministro da Fazenda, ao abandonar o tripé macroeconômico (Metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal), por volta de 2011 e tentar atacá-lo com a nova matriz econômica, provocou uma das maiores recessões da história brasileira. E ainda provocou: “Quem apostar na alta do dólar vai quebrar a cara“.

Note a queda do PIB em 2015 e 2016. Em dois anos a economia brasileira encolheu mais de 7%.

Dilma, para se reeleger em 2014, segurou preços de setores importantes da economia como gasolina e energia, manteve juros artificialmente baixos, incentivou o consumismo e o endividamento das classes mais baixas e aumentou os gastos do governo para fazer o estado assumir um papel de protagonista no direcionamento econômico, tudo o que Lord Keynes aprovava.

O problema é que esse reajuste precisaria ser feito em algum momento. E convenientemente foi após ela conseguir sua reeleição. A Petrobrás teve o seu patrimônio dilapidado com o congelamento do preço da gasolina e toda bomba explodiu em 2015.

O fracasso petista

O fracasso, obviamente, foi retumbante e se mostrou nos números: taxa de juros a 14%, inflação também não muito distante disso, dólar a R$4,14, aumento de 38% da taxa de desemprego só em 2015 e o risco de calote da dívida aumentou. Ou seja, nossa moeda perdia poder de compra tanto dentro do país como no exterior. Além disso, o nível de confiança em nossa economia chegava a níveis mínimos.

Evolução do preço do dólar entre 2014 e 2015. Ao lado direto está o preço, Fonte: Tradingview

A arrogância dos petistas em reconhecer que a atrasada mentalidade do desenvolvimentismo estava fadada ao fracasso, quase levou nosso país ao colapso, paralisando e isolando politicamente a presidente Dilma, tornando seu impedimento inevitável.

E o mais engraçado, é que, ironicamente, o PT construiu um Brasil que favorecia aqueles que eles sempre lutaram contra: os “rentistas” de dívida pública, os doleiros e os especuladores. Nunca antes na história desse país, estava sendo tão fácil ganhar dinheiro com dólar e títulos de renda fixa, tinha CDB rendendo 18% ao ano.

Evolução da SELIC entre 2010 e 2015. Fonte: Banco Central do Brasil

Além de serem arrogantes, procuraram todos os culpados que não eles: foram os americanos, foram os ataques especulativos e, por fim, a culpa foi do Michel Temer, que mal havia assumido o governo. Como se ele fosse capaz de destruir a economia brasileira em apenas 1 mês, enquanto os petistas haviam passado mais de 13 anos no poder. Todas essas mentiras foram contadas para justificar o fracasso de suas políticas.

Coragem para reformar

O governo Temer ao menos teve coragem de fazer na economia o que nenhum governo eleito jamais faria: trazer reformas extremamente essenciais para a estabilidade, mas que também eram impopulares. Com Henrique Meirelles tendo autonomia na Fazenda e Ilan Goldfajn no BC, a economia brasileira conseguiu se estabilizar através do reajuste do orçamento e aumento de juros.

Tudo o que o Temer fez foi não atrapalhar a recuperação da economia com soluções fáceis e milagrosas que foram tentadas por governos anteriores para aquecer a economia, tais como: estímulo de consumo, aumento de crédito e gastos públicos. Por conta disso, foi extremamente eficiente em seu propósito.

Não se engane, a recuperação é lenta

O remédio é amargo e a recuperação é lenta, nenhuma política econômica funciona muito rapidamente. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, políticas econômicas não são um software de computador, o qual você instala a resolve um problema que você está tendo no momento, economia não é igual Sim City. Algumas políticas levam anos e até mesmo décadas até que seus efeitos sejam efetivos.

Desde então, os índices de confiança melhoraram, nossa taxa de juros está nos mais baixos níveis da história, inflação abaixo da meta (3,75% ao ano), dólar controlado a R$3,70, estamos voltando gerar mais postos de trabalho e a Bolsa está na máxima histórica. Um cenário de otimismo, ainda que controlado, está rondando a economia brasileira e isso é excelente para o momento.

Tchau Temer, agora se resolva com a justiça

A conclusão é óbvia: apesar de ter sido um dos presidentes mais impopulares de todos os tempos, Temer fez (ou não fez) o que foi necessário para tirar o Brasil da lama na economia, que caminhava no caminho da bancarrota: não atrapalhar o ajuste natural.

Ele foi ao menos um presidente digno na economia e nada mais que isso. Talvez sua baixa popularidade o faça ser esquecido, como geralmente acontece com presidentes “tampões”, exceto Sarney – que protagonizou o fatídico congelamento de preços e fiscais do Sarney nos anos 80.

Obrigado e adeus, Temer. Agora você vai precisar lidar com suas denúncias envolvendo favorecimento de portos, Rocha Loures, Jucá e muitos outros. Se for culpado, que a justiça seja feita e cumpra pena na cadeia.

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