Em 2020, os NFTs atraíram a atenção da indústria criativa. A KickOff Music, plataforma 100% brasileira, aposta nos NFTs e nos chamados Fan Tokens para trazerem de volta a ideia de valor para a música no seu sentido mais clássico, através dos conceitos milenares de escassez, exclusividade e diferenciação.

A KickOff Music surge com a promessa de retirar o véu de dificuldade da comercialização e posse de NFTs. Para cumprir sua visão, a empresa adotou a tecnologia blockchain da Hathor Network.

Desenvolvida por engenheiros brasileiros, a Hathor resolve os três maiores dilemas enfrentados pelas tecnologias de gerações anteriores: baixa capacidade de transações por segundo, altos custos operacionais, e complexidade na hora de desenvolver projetos reais em cima delas.

Além disso, a plataforma opera com todos os meios de pagamento convencionais além das criptomoedas. E sua rede tem emissão de carbono próxima de zero –  já que 99% do poder de processamento que assegura o funcionamento da tecnologia provém de outras redes, num mecanismo conhecido como mineração compartilhada (merged-mining). 

Os criadores da Trends Brasil Conference, maior conferência brasileira do mercado da música, desenvolveram uma ideia para que o consumidor ou o criador não precise conhecer sobre criptomoedas ou blockchain para negociar esse novo produto musical. 

“Do ponto de vista privilegiado que temos a partir da conferência, percebemos que havia um potencial enorme para a criação musical na tecnologia blockchain, particularmente através de NFTs. Tínhamos uma visão muito clara do que poderia ser esse negócio para os criadores musicais. Então decidimos que esse chamado era nosso”

, conta Luciana Pegorer, co-fundadora da KickOff Music.

O Valor na Música em NFT 

Na linha histórica da indústria fonográfica, no que se refere a produtos de conteúdo musical, três fases destacam-se: a do disco de vinil, que conviveu com as fitas cassete; a do CD e do DVD, tendo o último incorporado o audiovisual ao produto físico; e sua mais recente inovação: o streaming. Hoje, é neste último que está acomodado o mercado.

“O novo formato proposto pela KickOff é de fato pioneiro para a música. Não apenas cria novos tipos de fãs e experiências, como também permite que os criadores tenham controle sobre os preços do seu próprio conteúdo e gerem margens muito maiores, ao invés de se assumirem como coadjuvantes na oferta da música como acontece no modelo de streaming”

, explica Marcelo Pera, co-fundador da KickOff Music.

Excetuando a atual fase, do streaming, a ideia que sempre sustentou a indústria foi a de

transferência de propriedade, parcial, na forma de produto físico. Isso aconteceu – o consumo sob o conceito de propriedade – até mesmo com o download de MP3 e outros formatos.

A última grande transformação, que vivemos hoje, traduz-se em audição/visualização temporal de fonogramas/videofonogramas. É como se tivesse prevalecido o modelo da rádio, porém on demand. Abandona-se a sensação, muito comum à natureza humana, de propriedade, guarda e coleção, e ressalta-se exclusivamente a experiência auditiva; a música como trilha para momentos do dia-a-dia.

Em termos de valor, ao criador o fonograma resta quase tão somente uma resultante da teia de direitos: autorais, conexos, de execução, de imagem, garantidos em legislação e acordos comerciais.

Com os participantes desse novo mercado estabelecidos, as grandes empresas produtoras de conteúdo e os DSPs (Digital Service Providers) passam a tratar, mais do que nunca, o produto musical como uma commodity. A circulação da música neste cenário está sustentada em massa de conteúdo, volume de audição ou plays, de onde se extrai a receita que remunera toda a cadeia produtiva.

Neste cenário, por óbvio, a música perde seu valor intrínseco. Deixa de ser considerada, ainda que como possibilidade, peça de arte, única e escassa, e passa a ser algo facilmente acessado por qualquer pessoa, inclusive em planos gratuitos de assinatura, quase como presenteada, de onde é subtraída qualquer percepção de valor.

No entanto, sem perder de vista o caráter democrático consequente deste esquema, o fã mais exigente continua a consumir, ou a pretender consumir “raridades”, como shows com ingressos caros, que exigem muitas vezes despesas com deslocamento, apoiadas na intenção de ver o artista de perto, buscar experiências, cultivar histórias e memórias.

Consome também discos de vinil e caixas especiais, não apenas por nostalgia, mas num movimento em busca daquele sentimento de propriedade, exclusivismo e colecionismo.

“As novas tecnologias vem revolucionando a indústria e modificando a forma como a música é consumida pela população. Os NFTs abrem um mar de oportunidades para todos os agentes e a Kick-off está sendo pioneira em mostrar o quão viável é essa tecnologia. Temos muito orgulho de acelerar esse projeto”

; Afirma Gabriel Aleixo, desenvolvedor de Novos Negócios da Hathor Labs.

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