A Ethereum é a segunda maior criptomoeda em termos de MarketCap da atualidade. O ativo completou cinco anos de existência (no dia 30 de julho) e mais que dobrou o seu Marketcap desde o início desse ano, apesar de ter sofrido uma queda de quase 50% no início do ano por conta do COVID-19 (no dia 13 de março).

A pergunta que muitos investidores estão fazendo é: “o que fez esse criptoativo se valorizar tanto nesse ano?”

A resposta está ligada com o motivo de sua queda em março desse ano: o COVID-19.

Devido a necessidade de liquidez e crédito do mercado, em meio a esse outlier que vivemos, os segmentos de stablecoins e DeFi apresentaram um grande crescimento em 2020, e ambos têm seus principais tokens dependentes da Bockchain da Ethereum.

Demanda crescente por Ether

O Ether (criptomoeda da rede da Ethereum) funciona como um “combustível” para a manutenção de tokens e das transações da rede da Ethereum. Até poderíamos fazer uma analogia que o Ether seria o petróleo digital assim como o Bitcoin seria o ouro.

O ponto é que, desde o início de 2020, diversas aplicações criadas na Blockchain da Ethereum começaram a ser exigidas muito mais (em especial as DEX, Stablecoins e plataformas de Lending).

Essa situação teve um impacto claro na demanda por ether e, como consequência, gerou uma grande valorização do ativo (e superou e muito o Bitcoin esse ano).

Valorização do BTC vs Ethereum em 2020

Demanda crescente por Stablecoins

As stablecoins já ultrapassaram a marca dos 12 bilhões de dólares em termos de Marketcap em 2020, tendo começado o ano com menos de 2 bilhões de dólares de Marketcap, o que infere em um crescimento de mais de 600% nesse ano.

Isso está ligado com a busca por liquidez em momentos de crise.

Como explicamos em nosso report sobre a queda do BTC em março de 2020, em momentos de estresse de mercado, como agora com o COVID-19, há uma corrida por liquidez em um primeiro momento para posteriormente ocorrer a alocação em ativos de proteção.

É natural o aumento da demanda por dólar do mercado em um primeiro momento de crise pelo mercado tradicional, assim como existiu no mercado de criptomoedas um aumento de demanda por criptodólares (USDT, TUSD e USDC).

gráfico com demanda por stablecoin

Como consequência direta disso, ocorreu um aumento de demanda por Ether, visto que, das cinco maiores stablecoins do mercado, todas são tokens ERC-20 pelo menos parcialmente, ou seja, utilizam a Blockchain da Ethereum e, consequentemente, precisam de ether para se movimentar.

Demanda crescente por DeFi

Outra consequência da pandemia foi a necessidade de crédito do mercado, o que fez com que diversos protocolos de DeFi crescessem de forma exponencial como a Compound e a Maker, atingindo a marca de mais de 2,5 bilhões de dólares em TVL (Total Value Locked) em 2020.

Esse valor apenas para os protocolos de lending, dado que outros protocolos como o de DEX (exchanges descentralizadas) também apresentam um grande crescimento.

Gráfico TVL em DeFi
*TVL: São os ativos que estão bloqueados nas plataformas como garantia para a realização de operações de crédito, trading etc.

Assim como as stablecoins, os tokens de DeFi, em sua maioria, também são tokens ERC-20 e, portanto, o aumento de sua demanda pelo o mercado também significa o aumento de demanda por Ether, culminando na valorização desse token (dado que ele possui uma oferta limitada).

Ainda vale a pena investir em Ethereum?

Tenho certeza que depois de eu te explicar todos esses motivos pelos quais a Ethereum se valorizou, você ficou com um único pensamento: “perdi uma oportunidade, mas será que ainda vale a pena investir?”

A resposta para isso é sim! O potencial da ETH foi muito pouco explorado e ainda há muito para aproveitar. Inclusive, a rede está passando por uma transformação: a ETH 2.0.

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